Estamos há 0 dias trabalhando em paz em 2018 no Vasco da Gama, nosso recorde é de 0 dias.
Imbróglio é uma palavra difícil de dizer e traz exatamente o que ela significa: confusão, situação complexa. Vasco da Gama, seu imbróglio assim se fez.
Poderia cornetar o time montado para a temporada, mas.. que time? Poderia cornetar a diretoria, mas... que presidente? Não tem um dia de paz o torcedor vascaíno.
O evento Troca de Gestão (sim virou um evento, com direito a acontecimentos e notícias reais ou plantadas pra deixar qualquer ansioso ou cardíaco vulgo torcedor do Vasco enfiando a Cruz de Malta pelos olhos e ouvidos) conseguiu o que queria: trazer a incerteza, os questionamentos, a desconfiança.
Peço licença ao Euclides da Cunha, mas o vascaíno é antes de tudo um forte, porque passa por cima dos que querem ser protagonistas para colocar o protagonismo em quem merece: o Clube de Regatas do Vasco da Gama.
Foi a torcida que ajudou a erguer São Januário, a torcida que fez o que podia em 2008 e é a mesma torcida que deve seguir implacável para transformar este período de transição em um período do que considero o mais relevante no momento: o profissionalismo.
Aos mais jovens que estão lendo até aqui: não se iludam. Eurico Miranda não estava ali até outro dia (ou ainda está e não sai assim só com tchau e bença) só por suas falas polêmicas que rendem manchetes. O charuteiro já foi um dos nomes mais influentes do futebol brasileiro e ainda é um fenômeno, prova é que a troca de gestão ainda consegue dividir muitos torcedores. Mas, hoje é uma caricatura do que ele foi. Já foi. Esse tempo já foi.
O tal do Futebol Moderno não funciona no modo aleatório, é preciso investimento, planejamento e articulação. Não é mais fala e intimidação que ganha jogo, é preciso gestão consolidada e quem não acompanha, parceiro, dança. E sobre isso não há dúvidas: um clube como Vasco da Gama tem a natureza de ditar o ritmo.
O time estreia hoje no Campeonato Carioca, sabe-se lá como. A Caravela ainda tem muito mar para atravessar, mas uma coisa é certa: é o braço da torcida que pode levá-la longe.

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