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Mostrando postagens de março, 2018

À espera

Saudações tricolores, Ainda tento assimilar o que houve nas últimas duas hora e meia. Era uma semifinal de Estadual. É. Isso. Tínhamos a vantagem do empate e o jogo era na casa deles, local de onde tudo que conseguimos de bom até então foi, no máximo, um empate, o que nos é o bastante por hoje. Foi um baita primeiro tempo. Duas ou três boas chances para cada um. Estávamos segurando bem a pressão, bem postados defensivamente, perigosos nos contra-ataques. No segundo tempo as coisas ficaram um tanto turvas.  Mal passamos do campo de defesa. Fomos encurralados. No entanto, que desempenho da defesa! Um ferrolho uruguaio costurado artesanalmente por Aguirre. Sidão praticamente não era exigido. Os minutos avançavam. Nene, desgastado, saiu, para a vinda de Lucas Fernandes. Tome jogo. Tréllez, esse boneco de posto travestido de centroavante, deu lugar à Diego Souza. Pausa. Era uma troca previsível, mas não, necessariamente, adequada. O time estava acusado, precisava de velocid...

Cada 90 minutos de nossas vidas.

Saudações tricolores, Esse sentimento de duas vitórias seguidas em mata-mata, uma vitória em clássico, uma vantagem a defender, olha, é muita informação, não estávamos muito acostumados com isso. Por isso, na contramão da euforia tricolor, meu compromisso é com a corneta e a desconfiança, como uma reserva de cautela, muito necessária, a 90 minutos de uma possível final de Paulistão.   Na terça, encaramos o São Caetano com uma faca nos dentes e outra no pescoço. Tanto martelamos que conseguimos, a muito custo, forçar um erro do goleiro deles - que rendeu um gol a Tréllez, impossível de desperdiçar, apesar de seu grande talento para tanto - e obter a classificação pela cabeça precisa de Diego Souza, vindo do banco para nos salvar e lembrar que está vivo, saudável e, aparentemente, útil. Das lições daquela noite em que tudo que queríamos era não cair e render novas chacotas, notamos que Nene precisa estar em campo. Compensa sua falta de velocidade com inteligência, visão d...

Eita, Campeoanto Carioca

A classificação para as semifinais da Taça Rio veio após a vitória como placar de 3 a 2 contra o Botafogo no Nilton Santos no domingo (18). Um clássico pegado, movimentado, com mais emoção que futebol. Nem dois minutos de jogo o Rildo já tinha protagonizado a cena que levou o meia botafoguense João Paulo para o hospital, com a perna fraturada. O jogador já foi operado com sucesso e é uma baixa importante para a equipe alvinegra. Sobre o lance e a repercussão, a minha opinião é a seguinte: não precisa execrar o Rildo, mas mesmo que não tenha entrado na dividida com clara intenção, foi imprudente, chega atrasado e acaba acertando o jogador. Merecia uma expulsão que não aconteceu e acabou saindo de campo também machucado, deslocou o ombro e deve ficar um mês fora. Os dois gols do primeiro tempo vieram de Riascos, de letra, e de Rios, uma bomba no ângulo. Só isso mesmo, nada a comentar. Com a possibilidade do Botafogo ficar de fora das semifinais, o segundo tempo foi muito ...

Experiências inoportunas

Saudações tricolores, No meio de semana, gastamos nossas boas velas com um defunto ruim. Uma atuação sólida e consistente contra o CRB, lá, confirmando nossa classificação para a próxima fase da Copa do Brasil. Aqueles 3 a 0 fizeram Jardine entregar a Aguirre um time que começava a entender o espírito da coisa. Então, veio o uruguaio e, de cara, tentou construir uma equipe com Nenê, Cueva e Diego Souza. Obviamente, deu errado. Derrota no jogo de ida para o São Caetano e uma carga desnecessária de emoção em um confronto que deveria ser tranquilo. Ao apito final, ficou bem claro que Aguirre jamais quis ganhar o jogo. Não apenas pela formação pesada que levou a campo, mas pela falta de ímpeto ofensivo, ter feito alterações pouco insinuantes e TER COLOCADO BRUNO NO SEGUNDO TEMPO. Uma estreia para esquecer. O Azulão foi superior, buscou mais o jogo, encontrou seu gol em um cruzamento, que contou com a colaboração de Jean, saindo desgraçadamente mal. Resultado justo. E aqui estamos ...

Uma noite sem inspiração

Ontem fui até São Januário com a mentalidade de que, se a classificação da fase de grupos da Libertadores sair, tem que passar pelo grito da torcida. Mas nem a torcida nem o time se inspiraram. São Januário recebeu 18 mil torcedores. Foto: Luiza Lourenço A festa começou bonita na Colina, mas a apreensão logo tomou conta. Os jogadores entraram nervosos, foram poucos momentos de criação e erros coletivos que custaram uma derrota em casa para Universidad do Chile por 1 a 0. Um gol daquele ali nade lateral com muitas falhas da defesa (não excluindo Martin Silva) foi difícil de aguentar. A La U parece que veio preparada para o empate, mas acabou ditando o jogo sob a regência de Pizarro e atuando nos contra-ataques e falhas vascaínas, que foram constantes. As jogadas não surgiam, os passes não se concluíam e finalizar parecia que não era uma opção. Pouca inspiração e atuações individuais de Wellington e Evander bem contestadas, sem deixar de registrar a quase nula de Riascos. ...

Os Diego Aguirre da vida

Saudações tricolores, A anunciada derrota para a SEP, por 2 a 0, no campo deles, custou o cargo a Dorival Junior. O fiapo de linha que segurava a guilhotina, finalmente, se rompeu e, pela 13ª vez em 9 anos, degolamos o culpado, por aclamação popular. Na euforia de uma virada pouco convincente contra o Red Bull Brasil (3 a 1), ficamos sabendo que Diego Aguirre há de nos comandar.  O problema estava longe de ser Dorival mas, sejamos razoáveis, o treinador cavou a própria cova. Dorival bem que tentou. Tirou Nene e Diego Souza, ambos pesados e de desempenho abaixo do esperado para lançar Valdívia e Brenner. Foi pouco. Três derrotas nos três clássicos, equipe com desempenho sofrível mesmo contra times muito inferiores tecnicamente, falta de variações e alternativas táticas, ausência de evolução concreta deram cabo da passagem de Dorival, como se, desde sua estreia, naquele traumatizante 2 a 2 contra do Atlético Goianiense, no Morumbi, apenas esperássemos em qual rodada e em qua...

Semanas vascaínas

Não sei vocês , mas eu acho bom o Vasco fechar uma semana que antecede um jogo importante da Libertadores sem derrotas. Ok, aquele 4 a 3 contra o Boa Vista mereceu muita corneta, e quase isso aquele esquema muito doido que o Zé Ricardo meteu no clássico empatado em 0 a 0 contra o Fluminense. Sábado contra o Madureira, muito menos cornetagem: era equipe mista e os meninos mandaram bem, fizeram um 3 a 1 com boa vontade de jogo.  Mas a vontade é tão boa que às vezes deixam o adversário jogar demais. Zé Ricardo indicou uma contratação para o torneio continental Bruno Silva, a gente já estava se perguntando "famoso quem?" mas os números indicam fortalecer justamente  no quesito em que mais peca este time: jogo aéreo. Palpite de Zé costuma não falhar, aguardemos. E, se passamos por uma semana com saldo de tranquilidade, esta que se inicia não promete tanto. Amanhã (13) o Vasco entra em campo em São Januário pela fase de grupos da Libertadores contra a La U. E, no doming...

Lembranças de um pequeno gigante

Saudações tricolores, Lembro de um rapaz que apareceu por essas bandas em 2004. Um capiauzinho vindo de Minas, atrevido, ligeiro. Chegou para cuidar ali do lado direito, aquele terreno maldito que parecia depender do espírito esportivo de CAFU para vingar alguma coisa. Como quem não quer nada, o rapaz foi tomando conta do espaço e dali plantou seu nome na história do latifúndio tricolor. Lembro de suas arrancadas, seus botes combativos, seu ímpeto nas divididas, seus cruzamentos perigosos, era de uma regularidade e de uma confiança que há muito não se via. Tinha uma estrela em clássico que dava gosto de ver. Lembro daquele duelo épico contra o Rosário Central. Quem não lembra? Todos se lembram do milagre que Ceni fez ao final das cobranças de pênalti, dos dois gols de Grafite ou até da opção de Cuca em não descer pro vestiário no intervalo. Porém, poucos recordam que aquele homem, o batalhador do flanco direito, desperdiçou sua penalidade, justo a primeira e, sem querer, deu iní...

Para quem está perdido, qualquer caminho serve.

Saudações tricolores, Uma boa semana, não? Vencemos CRB por 2 a 0 e levamos boa vantagem para o jogo de volta, fora de casa. Bela virada contra o Linense, hein? Último minuto, Rodrigo Caio de cabeça! Que vitória! Estamos indo bem, né? Não estou aqui para ver o copo meio cheio. O time está se encontrando mas, claramente, vendo mais atentamente, algo insiste em impedir um salto qualitativo da equipe. As entradas de Valdívia no lugar de Nene e de Brenner no lugar de Diego Souza deixaram a equipe mais leve, mas a queda na qualidade técnica é visível.  Cueva, para cada passe açucarado, há um erro grotesco, seja de recomposição, de desatenção, de bola perdida. Contra o Ituano e Linense suas presepadas resultaram em gol dos caras. Ainda assim, é a reserva técnica de inteligência criativa. No segundo tempo, Nene e Diego Souza voltam e, mesmo descansados, o time perde mobilidade, dá espaço para o adversário e é aquele deus-nos-acuda que conhecemos bem. Apesar dos pesares, duas ...

Péssimo clássico!

Foi um péssimo clássico. Para o Galo então... A começar pelo horário da partida. Que ideia idiota e sem a menor preocupação com o jogo em si. Desumanamente desgastante para os jogadores. Irritante ao torcedor. O que se sentiu na arquibancada foi muito mais desconforto com o sol e o calor escaldantes do que empolgação com o desempenho das equipes.  Um jogo bem fraco. Não apenas pelo calor, potencializado pelo horário da partida. Também pela péssima atuação do árbitro Cleisson Veloso. Desesperado por apitar, abusou do direito de frear o andamento do jogo, marcando faltas bobas e contatos normais, ignorando o direito da vantagem, perdido até em marcações de laterais e escanteios. Lamentável. Depois, quando   os árbitros mineiros são vetados das partidas decisivas não se pode reclamar. O homem do apito, aliás, gosta de aparecer e chamar a atenção em conversas longas e demoradas a cada aglomeração na área. E o critério... Além da lamentável arbitragem, o...

Virada folclórica

O Vasco jogou a segunda rodada do Carioca antes da primeira, veio da Portuguesa para o Macaé e agora já coloca o nome na disputa por uma vaga para as semifinais da Taça Rio... ah, o Campeonato Carioca!     Ninguém vai querer assumir, mas tinha uma época remota que alguns torcedores apelidaram Riascos de Fiascos. Não, imagina! Quem faria tal coisa com o emblemático jogador responsável por um gol de virada aos 50 minutos, simplesmente porque não desiste?     Já ensaiei diversos parágrafos para dizer que estamos ficando loucos. Não é que a gente não reconheça a inconstância, a obtusidade e falta de trato com a bola e técnica de alguém que ocupa peça importante no ataque. Mas é que o Riascos é feliz no Vasco. Aquele riso fácil, os filhos pra câmera, a comemoração de cada gol como se fosse o último (bem, talvez seja), a simpatia. Você negaria um sorriso a este homem? (foto: Paulo Fernandes/ vasco.com.br)     Foi o respiro para esquec...