Saudações tricolores,
Esse sentimento de duas vitórias seguidas em mata-mata, uma vitória em clássico, uma vantagem a defender, olha, é muita informação, não estávamos muito acostumados com isso. Por isso, na contramão da euforia tricolor, meu compromisso é com a corneta e a desconfiança, como uma reserva de cautela, muito necessária, a 90 minutos de uma possível final de Paulistão.
Na terça, encaramos o São Caetano com uma faca nos dentes e outra no pescoço. Tanto martelamos que conseguimos, a muito custo, forçar um erro do goleiro deles - que rendeu um gol a Tréllez, impossível de desperdiçar, apesar de seu grande talento para tanto - e obter a classificação pela cabeça precisa de Diego Souza, vindo do banco para nos salvar e lembrar que está vivo, saudável e, aparentemente, útil.
Das lições daquela noite em que tudo que queríamos era não cair e render novas chacotas, notamos que Nene precisa estar em campo. Compensa sua falta de velocidade com inteligência, visão de jogo, bons passes e participação ativa nos lances ofensivos. Nem sentimos tanta falta de Cueva.
Foi duro admitir o quanto precisamos sofrer com Tréllez porque Brenner não tem a força ou presença física dele ou simplesmente porque Diego Souza, inexplicavelmente, não se encaixou por ali, então Tréllez acaba sendo um mal necessário, nem que seja para sabermos de cor e salteado quem sacar no segundo tempo.
E acompanhamos os primeiros minutos de Liziero e seu jeito natural de distribuir o jogo, chegar ali nas imediações da área e respeitar a valiosa regra do ABRIU, CHUTA.
Esse pacote nos fez ver o duelo de hoje com algum otimismo.
Aguirre, que precisou de apenas 45 minutos semana passada para ser xingado de BURRO, mesmo que "sem querer", entendeu bem o terreno instável que pisa.
O São Paulo de Diego Aguirre foi a campo nesse primeiro contra o Corinthians com uma coisa em mente: sair dali vivo, ainda que sem vantagem alguma.
Sempre fica a sensação de que podíamos mais. Fizemos um ótimo primeiro tempo. Tréllez perdeu o gol que Nene não desperdiçou. Martelamos, mas ficou nisso.
Na segunda etapa, sofremos um certo acadelamento. Mais defendemos a vantagem que saímos em busca de ampliar o placar. De toda sorte, terminou 1 a 0 e, agora, decidiremos lá, onde nunca vencemos e também sofremos todo tipo de atrocidade ARBITRÁRIA.
Foram duas partidas em que podemos extrair muito mais altos do que baixos, embora o desempenho geral da equipe sempre tenha deixado aquela sensação de que algo um pouco melhor poderia sair, por isso o pé atrás.
Já diria um pessimista desesperado por aí, que se der medo, vai com medo mesmo. Nós só queremos - e cobramos - coragem e uma morte digna. Com isso em campo e em mente, o que vier é lucro.
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
@gabcasaqui
Esse sentimento de duas vitórias seguidas em mata-mata, uma vitória em clássico, uma vantagem a defender, olha, é muita informação, não estávamos muito acostumados com isso. Por isso, na contramão da euforia tricolor, meu compromisso é com a corneta e a desconfiança, como uma reserva de cautela, muito necessária, a 90 minutos de uma possível final de Paulistão.
Na terça, encaramos o São Caetano com uma faca nos dentes e outra no pescoço. Tanto martelamos que conseguimos, a muito custo, forçar um erro do goleiro deles - que rendeu um gol a Tréllez, impossível de desperdiçar, apesar de seu grande talento para tanto - e obter a classificação pela cabeça precisa de Diego Souza, vindo do banco para nos salvar e lembrar que está vivo, saudável e, aparentemente, útil.
Das lições daquela noite em que tudo que queríamos era não cair e render novas chacotas, notamos que Nene precisa estar em campo. Compensa sua falta de velocidade com inteligência, visão de jogo, bons passes e participação ativa nos lances ofensivos. Nem sentimos tanta falta de Cueva.
Foi duro admitir o quanto precisamos sofrer com Tréllez porque Brenner não tem a força ou presença física dele ou simplesmente porque Diego Souza, inexplicavelmente, não se encaixou por ali, então Tréllez acaba sendo um mal necessário, nem que seja para sabermos de cor e salteado quem sacar no segundo tempo.
E acompanhamos os primeiros minutos de Liziero e seu jeito natural de distribuir o jogo, chegar ali nas imediações da área e respeitar a valiosa regra do ABRIU, CHUTA.
Esse pacote nos fez ver o duelo de hoje com algum otimismo.
Aguirre, que precisou de apenas 45 minutos semana passada para ser xingado de BURRO, mesmo que "sem querer", entendeu bem o terreno instável que pisa.
O São Paulo de Diego Aguirre foi a campo nesse primeiro contra o Corinthians com uma coisa em mente: sair dali vivo, ainda que sem vantagem alguma.
Sempre fica a sensação de que podíamos mais. Fizemos um ótimo primeiro tempo. Tréllez perdeu o gol que Nene não desperdiçou. Martelamos, mas ficou nisso.
Na segunda etapa, sofremos um certo acadelamento. Mais defendemos a vantagem que saímos em busca de ampliar o placar. De toda sorte, terminou 1 a 0 e, agora, decidiremos lá, onde nunca vencemos e também sofremos todo tipo de atrocidade ARBITRÁRIA.
Foram duas partidas em que podemos extrair muito mais altos do que baixos, embora o desempenho geral da equipe sempre tenha deixado aquela sensação de que algo um pouco melhor poderia sair, por isso o pé atrás.
Já diria um pessimista desesperado por aí, que se der medo, vai com medo mesmo. Nós só queremos - e cobramos - coragem e uma morte digna. Com isso em campo e em mente, o que vier é lucro.
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
@gabcasaqui
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