Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de janeiro, 2018

Uma vaga e um pito

Começou aquela Copa desgraçada em que pagamos nossos pecados por cada TIME GRANDE NÃO CAI gritado. A democrática Copa do Brasil inovou no regulamento ao dar a vantagem do empate ao time visitante, nessa primeira fase, disputada em jogo único. Não bastasse o BOI que foi dado aos "grandes", encaramos o Madureira na cidade de Londrina, pois os cariocas acharam que lá seria mais intere$$ante. Classificamos? Sim, aleluia! Jogamos bem? Olha... Para ser justo, coletivamente, o São Paulo fez uma partida bem OK. Tirando aquela dose de pressão nos minutos finais, de um Madureira desesperado, bem inferior tecnicamente, soubemos como reagir com lucidez e segurar a magra vitória por 1 a 0.  Marcos Guilherme, que muitas vezes nem notamos que está ali a ciscar pelo lado direito, usou e abusou dos TURBOS e deu uma canseira danada nos caras. Foi o principal desafogo do time e fez a jogada para o gol de Brenner, aos 17 minutos do primeiro tempo. Drible da vaca, cruzamento e gol de carrinho...

Num apaga não, Galo.

Nem como você fez diante do Patrocinense, entregando um jogo ganho na mão de um aguerrido mas muito inferior adversário. E muito menos apague da memória o que aconteceu neste domingo porque durante a temporada, enfrentando desafios muito mais fortes, esses vacilos vão custar ainda mais caro. Num apaga não, Galo. Seja por falta de concentração, vontade de matar o jogo ou mesmo um certo desleixo, não pode ceder um empate em casa dessa forma. Fui ao campo, sei que estava muito calor. Quase insuportável na arquibancada, pior ainda pra quem corria em campo. Vi também que o gramado não estava nas melhores condições e isso atrapalhou um pouco as tentativas de troca de passes.  Mas, além da óbvia igualdade de condição pros dois lados, a ida para o intervalo com um 2 a 0 favorável no placar, torna injustificável qualquer resultado adverso ao final dos 90 minutos. Sei, ainda, que é início de trabalho e foi só o segundo jogo desta equipe principal. Mas é também esta uma escolha da ...

Velha roupa tricolor

Saudações tricolores, Caminhamos muito. Ali, adiante, há um banco. Nossas cansadas pernas nos forçam a uma parada. O alívio imediato logo dá lugar a uma incessante dor de cabeça, que vem acompanhada de umas pontadas no peito. Arfamos. Olhamos o horizonte cinzento. Esse corpo de 88 anos bem vividos começa a acusar os primeiros sintomas senis. Por vezes as palavras não correspondem à realidade, as contratações não dão efeito e as pernas e o coração são os únicos que recusam se entregar.  Há alguns anos sentimos que o tempo veio nos cobrar por aquela soberba que ostentávamos. Enquanto esboçamos reações vencendo em Mirassol, em uma calorosa noite de quarta, somos lançados ao chão a pauladas dias depois, por um velho rival preto e branco. Brigamos, mas não mais de igual para igual. Percebemos que nossos movimentos lutam pela sobrevivência, por cair com dignidade, não pelo prazer em duelar, tendo o total controle da peleja, independente do rumo que esta tome. O passado é uma roupa ...

Põe a garotada Oswaldo!

De cara quero deixar claro que entendo e apoio a estratégia do Atlético de rodar o elenco e distribuir chances aos atletas neste início de Campeonato Mineiro, que neste ano, com calendário ainda mais insano, tem mesmo que ser uma extensão de pré-temporada. Se isso já era bem vindo antes, imagina na temporada 2018? Só que os "testes" devem ser feitos com quem pode render alguma coisa, quem pode mostrar evolução e dar retorno ao clube, técnica e financeiramente falando. Passadas duas rodadas com o time alternativo já é mais que suficiente pra saber que a escolha dos jogadores pra essas situações deve ter mais garotos da base e menos reservas caros e improdutivos. O trabalho feito nas categorias de base do Atlético nos últimos anos é, pra dizer o mínimo, questionável. Tanto que houve uma radical e necessária mudança no setor após a chegada da nova diretoria. Ver bons nomes feitos em casa jogando em bom nível no time profissional é coisa rara nos últimos anos. Mas boa parte...

O termômetro oscilante

O Campeonato Carioca possibilita umas experiências estranhas a torcedores e principalmente a jogadores. Deu para contar, tinha dois sóis para cada um no jogo entre Vasco e Cabofriense, que começou às 17h da última quarta-feira (24). Soma-se ao forte calor um time reserva, uma equipe pouco entrosada e o preparo físico não tão preparado assim e temos a derrota da equipe cruzmaltina por 2 a 1. O termômetro vascaíno ainda não ferveu.   Após o resultado, o técnico Zé Ricardo declarou " temos que acertar os detalhes". São muitos os detalhes que preocupam para os próximos jogos. O Vasco fez uma partida pouco criativa ou técnica. Ok, não era o time estabelecido como principal, mas a constatação é o baixo potencial, ainda que pareça cedo para isso.   O primeiro tempo até indicou uma partida razoável, com as duas equipes procurando o jogo, mas os erros de passe e finalização das duas equipes e sobretudo a cruzmaltina deixou o jogo grosso e travado. A lavada de roupa no prim...

Hora de Cueva servir de exemplo.

Saudações tricolores, Confesso, me iludi. Aliás, quem não se iludiu com Cueva? Sua habilidade torta, sua presença estonteante, sua técnica ébria, seus gols, seus passes. Apenas um jovem e sua ITAIPAVA LATÃO, feliz, com um futebol insinuante, atrevido. Tive a audácia de enxergar nele, pelo físico e trejeitos em campo, uns traços de um potencial líder, um esboço de ídolo, uma espécie de D'Alessandro peruano a catimbar, abrir espaços, decidir partidas, erguer a Libertadores. Tudo delírio.  Fecho os olhos e me vejo em 2016. Jogávamos a Libertadores e vivíamos a tensão pela renovação de Maicon. Foi nesse contexto de preocupações mais importantes que Cueva chegou. Trazido do Toluca, adversário que despachamos nas oitavas-de-final, o peruano era, além de uma incógnita, causa de revolta pelo investimento de 2,5 milhões de dólares num cara que não poderia nos auxiliar no principal torneio do continente.  Quando os abro, um ano e meio depois, estamos no meio de um relacioname...

Diferente!

Nem sempre é fácil definir o que significa "diferente". As vezes representa uma mudança pra melhor, outros casos pra pior e pode ser, óbvio, pura e simplesmente diferente, uai. No caso do Galo, a mudança clara de perfil da equipe na comparação de 2017 para 2018 me deixa com a sensação de que o ano será muito melhor que o que passou (o que não é muito difícil, convenhamos) e também de como nosso elenco foi pessimamente montado pra temporada passada. A começar pela velocidade do time. Muito longe de ser um luxo, essa necessidade pra qualquer equipe competitiva, passou longe dos lados do Horto, do Mineirão e de onde mais o Galo desfilou suas cores em 2017. Fez - e muita! - falta. foto: Bruno Cantini/Atlético Sequer aqueles jogadores que parecem não saber correr e pensar ao mesmo tempo tínhamos no banco pra fazer as mudanças na segunda etapa dos jogos, quando as peças mais veteranas sofriam ainda mais com o desgaste físico. O time se arrastou, patinou em tudo que disputou...

São só garotos

Empatamos em casa com o Novorizontino por ZERO A ZERO. Se aquela derrota bizarra contra o São Bento foi bastante relativizada por aí afora - com meus protestos - agora não dá pra aliviar, é nítido que tem alguma coisa errada com esse time.  Com o esboço de nosso time A em ação pela primeira vez no ano, o cenário foi idêntico ao que se viu no final de 2017. Uma equipe refém dos próprios defeitos, que mesmo nos bons momentos não teve a tranquilidade, a sorte, o tal do talento ou da COMPETÊNCIA em marcar gols e arrancar vitórias à fórceps.  Pelo contrário. É um time que flerta com a derrota constantemente, demonstrando uma vocação sádica em se ver em perigo contínuo. Comemorar a plástica recuperação do Rodrigo Caio evitando gol certo do Novorizontino resume tudo. Somos um time que comemora a frustração alheia, compartilhando um pouco da nossa. Esses dois jogos mostram que os meninos (Shaylon, Lucas Fernandes e Brenner, os virtuais titulares ou reservas imediatos)...

Jogos e jogos

Quando eu falei de profissionalismo, era qualquer coisa menos o que se seguiu na sexta-feira (19) no episódio caótico que foi a parte final da eleição do Vasco da Gama.  Em um resumo da ópera, pela primeira vez em quase 120 anos de história do Club, o desejo das urnas não foi o mesmo dos conselheiros, e aí se descobriu o time do Beneméritos da Gama. Sem querer tirar o mérito de ninguém, entendo que muitos ali tiveram atitudes louváveis para com o Club, este modelo de conselho deliberativo me soa arcaico e episódios como o da eleição só confirmam isso. E não é algo exclusivo do Vasco da Gama, muitos clubes brasileiros ainda seguem o regime e entre o torcedor e a direção, existe um grupo para o qual o lado da balança pesa muito mais. Na busca pelo comando, os envolvidos tomam atitudes que priorizam os interesses próprios, indicam cargos não pela competência mas por questões políticas ou pessoais e aí fica tudo em primeiro plano, menos os interesses da instituição.  E...

Cripteia Tricolor

Saudações tricolores! Após a derrota medonha  na estreia do Paulistão  para o bravo São Bento, por 2 a 0, as redes sociais viraram campo de um debate acalorado sobre a molecada da base, que formou a espinha dorsal de uma escalação pra lá de alternativa e, pela falta de ritmo de jogo, experiência, talento, afinidade com a pelota ou CULHÕES, deixaram o clube de Sorocaba bem à vontade para construir o placar sem sofrer sustos. E, a forma como perdemos, sim, preocupa . Nos últimos 2-3 anos, a base do São Paulo tomou de assalto as competições de juniores e rapelou diversos títulos nessas categorias inferiores. Com isso, gerou-se muitas expectativas em torno dessa safra de garotos.  Como se sabe, uma coisa é a categoria de base, os garotos lá se digladiando entre si, em busca de um futuro no futebol. Outra é o profissional, a pressão, a torcida que invade CT, a cobrança, a corneta (SIM!), a responsabilidade. Por isso eu tenho os dois pés bem atrás qua...

O Imbróglio da Gama

Estamos há 0 dias trabalhando em paz em 2018 no Vasco da Gama, nosso recorde é de 0 dias.  Imbróglio é uma palavra difícil de dizer e traz exatamente o que ela significa: confusão, situação complexa. Vasco da Gama, seu imbróglio assim se fez.   Poderia cornetar o time montado para a temporada, mas.. que time? Poderia cornetar a diretoria, mas... que presidente? Não tem um dia de paz o torcedor vascaíno.   O evento Troca de Gestão (sim virou um evento, com direito a acontecimentos e notícias reais ou plantadas pra deixar qualquer ansioso ou cardíaco vulgo torcedor do Vasco enfiando a Cruz de Malta pelos olhos e ouvidos) conseguiu o que queria: trazer a incerteza, os questionamentos, a desconfiança.  Peço licença ao Euclides da Cunha, mas o vascaíno é antes de tudo um forte, porque passa por cima dos que querem ser protagonistas para colocar o protagonismo em quem merece: o Clube de Regatas do Vasco da Gama. Foi a torcida que ajudou a erguer São Januário,...

ObriGalo R10. Agora é contigo Galo!

Agora é oficial, Ronaldinho é um ex jogador de futebol. E é apenas nesta função, de jogador profissional, que ele entra agora pra categoria "ex". Ele continua sendo e sempre será uma lenda da bola, um dos mais brilhantes mágicos com a redonda nos pés e um dos maiores encantadores dos torcedores de futebol do planeta em toda a história. Estamos vendo na TV e na internet uma seleção de golaços improváveis, dribles desconcertantes, soluções únicas, em doses inesquecíveis de sua alegria contagiante. E pra nossa maior alegria, massa alvinegra, o Bruxo teve seus últimos momentos vitoriosos em campo aqui no Galo! Você tem noção disso?  Seu último ano competitivo de bola foi aqui. Com a listrada em preto e branco e com a massa cantando e vibrando do lado. R10, que aqui foi também 49, veio mudar nossa história. Não era justo que esse monstro se retirasse sem ser ídolo incontestável de uma torcida gigante do Brasil. Saia das fronteiras efervescentes da rivalidade e da mágoa que ...

2017, o ano que (ainda) não acabou.

Saudações tricolores! Na tarde de 19.11.2017, São Paulo e Botafogo, melancolicamente, empataram sem gols. Pra nós, o ponto que faltava para encerrar um ano maldito, em que sofremos grave violência psicológica a cada 90 minutos, com a arma do rebaixamento apontada bem na nossa cara. Passado o momento de alívio por ter sobrevivido à turbulência, não se iluda com a mudança do calendário, meu amigo, pois 2017 ainda está aí bem na nossa frente.  Sofremos duas baixas que, neste momento, são praticamente insubstituíveis: Hernanes e Pratto. Não há no futebol brasileiro outro meia como o Profeta. Não tem. Não adianta, não tem. Não, esse aí também não veste a meia dele. E centroavante igual o Pratto, bem, a verdade é que também não tem. O ponto é: perdemos os líderes. Perdemos dois jogadores que tinham total identificação com a torcida, lideravam a equipe, além de empenharem raça inesgotável e qualidade técnica acima da média. Isso não se troca facilmente. Verdade seja dita, n...