Saudações tricolores,
Confesso, me iludi. Aliás, quem não se iludiu com Cueva? Sua habilidade torta, sua presença estonteante, sua técnica ébria, seus gols, seus passes. Apenas um jovem e sua ITAIPAVA LATÃO, feliz, com um futebol insinuante, atrevido. Tive a audácia de enxergar nele, pelo físico e trejeitos em campo, uns traços de um potencial líder, um esboço de ídolo, uma espécie de D'Alessandro peruano a catimbar, abrir espaços, decidir partidas, erguer a Libertadores. Tudo delírio.
Fecho os olhos e me vejo em 2016. Jogávamos a Libertadores e vivíamos a tensão pela renovação de Maicon. Foi nesse contexto de preocupações mais importantes que Cueva chegou. Trazido do Toluca, adversário que despachamos nas oitavas-de-final, o peruano era, além de uma incógnita, causa de revolta pelo investimento de 2,5 milhões de dólares num cara que não poderia nos auxiliar no principal torneio do continente.
Quando os abro, um ano e meio depois, estamos no meio de um relacionamento abusivo, longe de qualquer traço de profissionalismo, onde só há, lá no fundo, aquele apego emocional que nos deturpa a visão e o juízo. Chega. Não dá mais. É tempo de revidar.
Cueva já deixou claro que não é jogador de fincar raízes. Suas jornadas de gols e futebol envolvente foi criando ranço e rapidamente deu lugar à indolência com que joga um clássico ou um jogo treino, na mesma (falta de) intensidade, como quem não sabe bem onde está ou não discerne bem a dimensão de certos atos ou comportamentos.
Deu amplas e sucessivas mostras de que não quer permanecer no clube, que por todo o ano de 2017 se viu sob sua completa dependência e ele tem total noção disso. Guardem esse detalhe.
Porém, o peruano, ao trucar dessa forma, comete um erro terrível, podendo colocar em xeque sua presença na Copa. Acho pouco provável, mas o São Paulo, a meu ver, tem condição E DEVERIA enfrentar o jogador, com requintes de crueldade, exatamente como pede a situação.
Tenhamos em conta que o São Paulo já assumiu prejuízos piores mais passivamente (NÉ, WESLEY?). Assim, o atual momento exige pulso firme na condução de questões, sobretudo, disciplinares, ainda que às custas de um negócio mal sucedido. Por mais que dinheiro não aceite desaforo e Cueva tenha um interessante valor agregado, o peruano merece sofrer o TERROR PSICOLÓGICO de se ver fora da Copa. Como?
Simples. Afasta o cara e só libera se ele arrumar proposta equivalente ao valor da multa. Ponto para a diretoria que não negociou o jogador por qualquer valor. Não é porque o cara quer sair, tá insatisfeito, o que for, que vamos aceitar qualquer trocado em troca de paz. O contrato vai até 2021, gente! Ele PRECISA jogar ou estar em evidência! Põe o cara para treinar separado e deixa ele vir pedir desculpas públicas, implorando pra jogar, desesperado com a possibilidade de ser cortado da Seleção.
Voltando àquele detalhe que mencionei acima. Ele tem total ciência de que agrega valor à equipe. Cueva, quando quer jogo, desequilibra, qualquer um sabe. Por isso, forçar uma saída, em pleno ano de Copa do Mundo, quando ele teria tudo para reinar aqui e sair por uma proposta realmente interessante, soa irresponsável da parte do meia, um erro estratégico que pode custar sua presença na único Mundial que poderia disputar. Vai saber se o Peru não vai demorar mais 30 anos pra classificar novamente. Percebem?
Ainda que vá para a Copa, mesmo sem ser aproveitado nesse semestre, terá que fazer um Mundial de destaque. Para piorar, se não vier aquela oferta bacana por ele, haverá mais 3 anos de contrato em que ele simplesmente viverá de corridinha em volta do campo.
Morremos com o prejuízo, mas investimos em um recado maior a qualquer jogador que vista o manto tricolor: nenhum clube três vezes campeão mundial é trampolim.
Congelar a carreira do Cueva pode não ser uma postura negocial, administrativa ou DIPLOMÁTICA que possa ser louvada, mas é a melhor arma que temos em mãos. Use-a, Leco!
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
Confesso, me iludi. Aliás, quem não se iludiu com Cueva? Sua habilidade torta, sua presença estonteante, sua técnica ébria, seus gols, seus passes. Apenas um jovem e sua ITAIPAVA LATÃO, feliz, com um futebol insinuante, atrevido. Tive a audácia de enxergar nele, pelo físico e trejeitos em campo, uns traços de um potencial líder, um esboço de ídolo, uma espécie de D'Alessandro peruano a catimbar, abrir espaços, decidir partidas, erguer a Libertadores. Tudo delírio.
Fecho os olhos e me vejo em 2016. Jogávamos a Libertadores e vivíamos a tensão pela renovação de Maicon. Foi nesse contexto de preocupações mais importantes que Cueva chegou. Trazido do Toluca, adversário que despachamos nas oitavas-de-final, o peruano era, além de uma incógnita, causa de revolta pelo investimento de 2,5 milhões de dólares num cara que não poderia nos auxiliar no principal torneio do continente.
Quando os abro, um ano e meio depois, estamos no meio de um relacionamento abusivo, longe de qualquer traço de profissionalismo, onde só há, lá no fundo, aquele apego emocional que nos deturpa a visão e o juízo. Chega. Não dá mais. É tempo de revidar.
Cueva já deixou claro que não é jogador de fincar raízes. Suas jornadas de gols e futebol envolvente foi criando ranço e rapidamente deu lugar à indolência com que joga um clássico ou um jogo treino, na mesma (falta de) intensidade, como quem não sabe bem onde está ou não discerne bem a dimensão de certos atos ou comportamentos.
Deu amplas e sucessivas mostras de que não quer permanecer no clube, que por todo o ano de 2017 se viu sob sua completa dependência e ele tem total noção disso. Guardem esse detalhe.
Porém, o peruano, ao trucar dessa forma, comete um erro terrível, podendo colocar em xeque sua presença na Copa. Acho pouco provável, mas o São Paulo, a meu ver, tem condição E DEVERIA enfrentar o jogador, com requintes de crueldade, exatamente como pede a situação.
Tenhamos em conta que o São Paulo já assumiu prejuízos piores mais passivamente (NÉ, WESLEY?). Assim, o atual momento exige pulso firme na condução de questões, sobretudo, disciplinares, ainda que às custas de um negócio mal sucedido. Por mais que dinheiro não aceite desaforo e Cueva tenha um interessante valor agregado, o peruano merece sofrer o TERROR PSICOLÓGICO de se ver fora da Copa. Como?
Simples. Afasta o cara e só libera se ele arrumar proposta equivalente ao valor da multa. Ponto para a diretoria que não negociou o jogador por qualquer valor. Não é porque o cara quer sair, tá insatisfeito, o que for, que vamos aceitar qualquer trocado em troca de paz. O contrato vai até 2021, gente! Ele PRECISA jogar ou estar em evidência! Põe o cara para treinar separado e deixa ele vir pedir desculpas públicas, implorando pra jogar, desesperado com a possibilidade de ser cortado da Seleção.
Voltando àquele detalhe que mencionei acima. Ele tem total ciência de que agrega valor à equipe. Cueva, quando quer jogo, desequilibra, qualquer um sabe. Por isso, forçar uma saída, em pleno ano de Copa do Mundo, quando ele teria tudo para reinar aqui e sair por uma proposta realmente interessante, soa irresponsável da parte do meia, um erro estratégico que pode custar sua presença na único Mundial que poderia disputar. Vai saber se o Peru não vai demorar mais 30 anos pra classificar novamente. Percebem?
Ainda que vá para a Copa, mesmo sem ser aproveitado nesse semestre, terá que fazer um Mundial de destaque. Para piorar, se não vier aquela oferta bacana por ele, haverá mais 3 anos de contrato em que ele simplesmente viverá de corridinha em volta do campo.
Morremos com o prejuízo, mas investimos em um recado maior a qualquer jogador que vista o manto tricolor: nenhum clube três vezes campeão mundial é trampolim.
Congelar a carreira do Cueva pode não ser uma postura negocial, administrativa ou DIPLOMÁTICA que possa ser louvada, mas é a melhor arma que temos em mãos. Use-a, Leco!
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
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