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Mostrando postagens de fevereiro, 2018

Desorientados

Saudações tricolores, Outro resultado negativo. Empatar sem gols com a Ferroviária, depois de uma derrota medonha contra o Ituano e da derrota contra o Santos é difícil aceitar. Dorival Júnior tem sua batata assando a fogo alto. No meio disso tudo, nós, em estado catatônico, sem entender como ou por que as coisas insistem dar errado. Dorival começou tentando não errar. Valdívia no lugar de Nene. Mas errou, pois manteve Diego Souza de centroavante, acreditando que nosso querido espantalho black power fosse dar a tal da intensidade que o time precisava. Cueva, discreto, pouco criou e perdeu duas boas chances. Marcos Guilherme, como sempre, sobrou na correria mas foi pouco produtivo. Valdívia, idem. Parados pela boa jornada do goleiro adversário, Dorival começou a se perder e deu razão a quem pede sua cabeça. Nene no lugar de Valdívia. Tréllez no lugar de Diego Souza. Paulinho no lugar de Marcos Guilherme. Com a Ferroviária pouco insinuante, Dorival manteve Hudson e Petros, insis...

Cólera

Saudações tricolores, Deixemos nossos exaltados ânimos culpar tudo e todos pela derrota de ontem, contra o Ituano. Xinguemos todos com força mesmo, pois merecem. Tem que colocar pra fora, senão vira um câncer e aí já viu. Temos o direito de falar umas coisas de cabeça quente , de vez em quando. Só que, nesse acesso de fúria, precisamos ter um traço torto de lucidez a ponto de, não apenas justificar nosso protesto, mas propor uma solução viável e que seja MUITO MELHOR ou MUITO MAIS ÓBVIA do que aquilo que estamos reclamando. Realmente, foi uma partida terrível, justo após um clássico em que todos vimos alguns bons minutos de boas ideias, apesar do revés. Então, essa catarse coletiva que pede a cabeça de Dorival imediatamente, considerando que estamos todos exaltados, é compreensível. Só que, na real, ele não é o ÚNICO culpado, embora tenha, neste momento, uma parcela considerável dela. Afinal, ele se viu em uma situação em que tinha que testar e explorar a qualidade técnica d...

Nível de mar agitado

Como a maré mudou de uma semana para a outra para os vascaínos. A gente sabe das limitações da equipe não é de hoje , mas não esperávamos ter que lidar com elas em um jogo praticamente ganho, com uma larga vantagem de 4 a 0 como entrou o Vasco contra o Jorge Wilsterman em Sucre - Bolívia na noite de ontem (21).   O torcedor estava em mar tranquilo, mas o time não poderia. Tudo bem, reconheço que o Wilsterman joga com a altitude como reforço, mas o que aconteceu nos 16 primeiros minutos da partida não era nível elevado em relação ao mar, mas falta de atitude, mesmo. A atuação da equipe por completo foi apática e assustadora. O impacto dos dois gols logo de cara do time boliviano foi sentido pelos torcedores aqui no nível do mar, que ficaram sem respirar direito durante os mais de 70 minutos restantes com o jogo já em 3 a 0.   Perdido, sem tomar conhecimento real dos efeitos que tinha a altitude na bola e no corpo e aturdido pelos gols levados, a atuação do time do Zé R...

A volta dos que não foram

Saudações tricolores, Eis que retornamos ao ponto de onde jamais saímos. Voltamos de onde nunca fomos. Despertamos de um transe psicodélico com imagens dessa realidade nebulosa que sempre esteve aí bem na nossa cara . Então, sobressaltados, após mais uma derrota em clássico, nos encontramos perdidos de nós mesmos, bem aqui na estaca zero, olhando um mapa de um destino desconhecido, sem saber bem para onde vamos e como chegaremos lá. O São Paulo fez quatro jogos esse ano. 2 clássicos e 2 jogos pela Copa do Brasil contra equipes de nível técnico, digamos, inexistente. Esqueçam o resto, vamos nos ater ao que interessa. Prosperamos na Copa do Brasil, o que não quer dizer grande coisa. Perdemos os dois duelos estaduais, o que, nas entrelinhas, diz muito. A meu ver, fizemos dois jogos de relativa dignidade. Buscamos o jogo, dominamos boa parte dele, tivemos nossas chances e, por falhas coletivas ou panes individuais, perdemos o jogo. Contra o Santos, um bom primeiro tempo...

Alívio

Saudações tricolores, Tirar os sapatos dos pés cansados, um copo de água refrescante depois da pelada naquele sol de rachar, a cerveja gelada massageando a garganta, chegar ao banheiro quando estávamos a ponto de explodir. Alívio. Depois do horrendo primeiro tempo que fizemos, a vitória por 2 a 0 e a classificação conquistadas contra o CSA são apenas um alívio que a torcida teve para, por uma noite mais, dormir em paz. O quarteto Cueva, Nene, Diego Souza e Marcos Guilherme não faz feio na qualidade, mas é na velocidade que deixa o ataque meio capenga. Significa dizer que, se todos não estiverem bem ligados ou com a setinha vermelha e pra cima, vai ter irritação. Jamais saberemos o que houve no intervalo, mas logo aos 2 minutos, Cueva, esse sujeito que vive um carnaval autista regado à Itaipava latão, achou Marcos Guilherme, que cruzou para Nene abrir o placar e desanuviar parcialmente nosso tenso semblante. Coube também a Cueva, de pênalti, sacramentar a classificação e fazer c...

Olha o Zé Ricardo aí, gente!

Rebatendo a ressaca do carnaval com aquela cervejinha marota no  jogo entre Vasco e J. Wilsterman pela Libertadores, o único pensamento que me ocorreu ao final foi: se eu pudesse, contratava o Zé Ricardo para ser técnico da minha vida neste momento.   Foto: Paulo Fernandes/vasco.com.br Ele conseguiu em um início de ano tão atribulado no Vasco da Gama estabelecer os potenciais da equipe e trabalhar o conjunto. O resultado foi aquele estrondoso primeiro tempo em São Januário. Mais de 80% da posse de bola, 12 finalizações e dois gols, com um de Paulinho que comemorou quase nocauteado (se a legenda já não estivesse saturada, eu ousaria colocar agora um "Libertadores que fala, né?").   No segundo tempo, parecia que a bad da quarta-feira de cinzas tinha batido e o time já não estava lá aquilo tudo do primeiro tempo. A torcida já ensaiava reclamações quando o Zé Ricardo tirou o Wagner para colocar Rildo e eu ensaiava o páragrafo "precisamos falar de Riascos" quand...

Reforços do São Paulo: Balanço geral

Saudações tricolores! Depois de um 2017 tenebroso, temos aí um início de 2018 que pouco empolga, nada promete, mas tudo permite.  No meio da folia carnavalesca, considerando que dificilmente mais  alguém   chega até a tal janela de meio do ano, vamos a um balanço dos reforços que vieram e se o São Paulo conseguiu DAR UM GRAU no seu elenco. PRINCIPAIS SAÍDAS: Denis, Renan Ribeiro, Lugano, Buffarini, Hernanes, Lucas Pratto, Marcinho, Denílson, Maicosuel, Gilberto, Gómez, Thomaz. A perda de Hernanes é a única IRREPARÁVEL. Pratto, ainda que limitado tecnicamente, era um jogador brigador, de muito caráter, mas sua reposição seria mais simples de ser encontrada. No mais, o São Paulo se desfez de reservas e de jogadores que não agregavam qualidade ou sequer faziam sombra aos 11 titulares. (Só Lugano que optou por encerrar a carreira, mas já não era o mesmo de 13 anos atrás). Ou seja, fizemos uma boa limpa e, em substituição a eles, promovemos uma invasão de Cotia no ei...

Uma noite tranquila

Quarta-feira para botar a cabeça tranquilinha no travesseiro e tirar o sono do justos com aquele sorriso no canto da boca.   O Vasco completou e muito bem a sua primeira missão da Libertadores. O placar de 2 a 0 fechou a conta e abraçou confortavelmente a torcida em São Januário, naquela coisa bonita de se ver. Tão bonita quanto a atuação do Paulinho.  Tem quem diga que adolescente só traz problema, mas ontem foram a solução. Wagner fez o intermédio entre um lance orquestrado por Ricardo Graça e finalizado por Paulinho, que bateu mais recorde se tornando o jogador vascaíno mais jovem a marcar na Libertadores, com apenas 17 anos. Como dizem por aí mesmo? Base forte, né? Posso destacar também mais uma vez o bom posicionamento e cadenciamento de Desábato e a atuação de Pikachu, que quando você começa a pensar a pegar a pokébola pra guardar o menino, ele faz aquele lance choque do trovão como o do segundo gol. Tudo muito bom como ver grandes ídolos novamente na torcida, t...

Que vergonha, Galo

Amigos, senti vergonha do Atlético na noite desta quarta feira. Como torcedor fui dormir frustado, chateado, envergonhado com os episódios lamentáveis protagonizados dentro e fora de campo. Já foi esdrúxula a apresentação contra o Atlético Acreano, com o Galo avançando de fase apenas graças ao ridículo regulamente que privilegia o time mais forte com a vantagem do empate. O time de Rio Branco não achou um gol e nada mais. Deu sufoco o jogo inteiro, acertou a trave, trocou mais passes e se mostrou mais organizado em campo. Jogou para se classificar e se tivesse obtido a vaga não seria nenhuma injustiça. Não é, infelizmente, exagero. Nós vimos um Galo esperando ansioso por qualquer chance de Otero levar perigo em uma bola parada ou se atendo aos irritantes lançamentos e bolas esticadas sem critério. A troca de passes, quando houve, foi inofensiva e inoperante. O juiz poderia ter marcados os dois pênaltis reclamados na coletiva do sr Oswaldo? Poderia. O Atlético poderia ter joga...

Rodrigo Caio e o espectro da idolatria

Saudações tricolores! Creio que chegou o momento em que devemos ter AQUELA conversa. Coisas aconteceram, sabem como é. Não, não é sobre a sofrida vitória contra o Bragantino agora há pouco. É outra coisa. É algo que não dá pra ficar indiferente. Bem, acho que devemos ter uma "DR" sobre um dos pilares de nosso time, figura carimbada no elenco há oito temporadas: Rodrigo Caio.  Na qualidade de sócio-fundador do CCKLF (Clube de Corneteiros do Kaká e do Luis Fabiano, instituição voltada para...bom, deixemos isso para um outro momento) pergunto: quem aqui nunca duvidou desse sujeito que mais parece ter saído do elenco de Malhação que de Cotia? Quem nunca amaldiçoou seu posicionamento, suas saídas de bola e botes afobados? É, eu também. A verdade é que Rodrigo Caio, desde sempre, concentrou muita expectativa em torno de seu desempenho desde a base e, até hoje, é cobrado por isso.  Nosso beque subiu como volante. Jogava nas Seleções de base como volante. Parecia ser um b...

Roleta peruana

Saudações tricolores! O São Paulo venceu o Botafogo sei lá como e a vitória promoveu o reencontro de Cueva com a torcida. Uma cena digna de um dramalhão escolar que só se encantou quem quis. Foi daquelas vitórias que dão a impressão de que a sorte do time está mudando. Joga-se mal, mas o triunfo vem. E com os 3 pontos, aumenta-se a confiança, etc. e tal. À parte o fato de não termos jogado nada (principalmente no primeiro tempo) e visto o Botafogo ter perdido, pelo menos, quatro chances de marcar, tivemos uma evolução na lateral esquerda graças a REINALDO, autor de uma assistência para Diego Souza abrir o placar e arrefecer a angustiante partida que fazíamos até então. O segundo gol veio de pênalti. Cueva. É. Ele mesmo. Aquele que não devia nem ter sido relacionado , mas enfim. Converteu a cobrança e foi lá pedir desculpas, mãos unidas em sinal de prece, acima da cabeça, clamando pelo perdão tricolor. Forçoso reconhecer que Raí, Ricardo Rocha e, agora, Lugano, escolheram recu...

Oi, sumida!

Se alguém falasse que o Vasco iria reencontrar a Libertadores em uma estreia quatro gols, sendo Evander, Pikachu e Rildo os goleadores, eu veria como um rompante delirante. Tudo bem que o modesto Universidad de Concepción se portou como um ótimo anfitrião, não pressionando os convidados e deixando a equipe cruzmaltina bem à vontade no Chile.  Eles até tiveram mais finalizações durante a partida, 16 contra 13, mas não se pode nem falar em pressão porque era uma avenida aberta pela direita que só não conseguiam aproveitar muito bem pela baixa qualidade da equipe, mesmo. O goleiro do time chileno Cristián Muñoz não teve também a melhor noite para se lembrar, pelo menos dois gols vascaínos vieram de lances toscos protagonizados pelo arqueiro.  Mas, se o torcedor vindo de um período atribulado para cardíaco nenhum botar defeito (com direito à episódios políticos, inconstantes atuações, um empate em clássico antecipando a estreia) não sabia muito bem o que esperar, não preciso...