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Roleta peruana

Saudações tricolores!

O São Paulo venceu o Botafogo sei lá como e a vitória promoveu o reencontro de Cueva com a torcida. Uma cena digna de um dramalhão escolar que só se encantou quem quis.

Foi daquelas vitórias que dão a impressão de que a sorte do time está mudando. Joga-se mal, mas o triunfo vem. E com os 3 pontos, aumenta-se a confiança, etc. e tal.

À parte o fato de não termos jogado nada (principalmente no primeiro tempo) e visto o Botafogo ter perdido, pelo menos, quatro chances de marcar, tivemos uma evolução na lateral esquerda graças a REINALDO, autor de uma assistência para Diego Souza abrir o placar e arrefecer a angustiante partida que fazíamos até então.

O segundo gol veio de pênalti. Cueva. É. Ele mesmo. Aquele que não devia nem ter sido relacionado, mas enfim. Converteu a cobrança e foi lá pedir desculpas, mãos unidas em sinal de prece, acima da cabeça, clamando pelo perdão tricolor.

Forçoso reconhecer que Raí, Ricardo Rocha e, agora, Lugano, escolheram recuperar Cueva atacando onde dói: a Copa. Ele precisa jogar, ele precisa mostrar serviço, até Gareca veio aqui para puxar sua orelha!

Mas, quem acredita em Cueva? Suas desculpas não são sinceras, é evidente. Está mais do que claro que ele só quer ter um pouco de paz, jogar e ir à Copa. E depois? Voltar e retomar sua pressão para ser negociado a qualquer custo? 

Queremos mais, Cueva. Quereremos raça, responsabilidade, referência técnica, vitória, títulos! RESPEITO! 

Não quero as suas desculpas esfarrapadas quando sua única motivação para tanto é seu próprio benefício. Não há arrependimento aqui. Há apenas negócio. Interesse pessoal. Uma desculpa mesquinha e egoísta.

Quer que eu acredite? Cumpra seu contrato. Renove por mais 4 ou 5 anos. Ganhe títulos. Pegue a braçadeira de capitão. Seja um PAI DE FAMÍLIA.

A julgar a postura da diretoria neste caso, Cueva já sabe que só sairá caso venha uma oferta muito boa, a qual somente virá a depender de sua fome de futebol e desempenho na Copa.

E se a tal proposta não vier? Já o vejo fazendo corpo mole, sendo novamente relegado, afastado e, talvez, usado como moeda de troca no final do ano.

Em meio a tudo isso, infelizmente, criamos uma dependência assustadora em torno desse cara. Seu futebol animador contrasta com sua postura desinteressada. Talento ele tem. De sobra? Nem tanto. Aqui no Brasil está um degrau acima, embora não o veja com bola para atuar no primeiro escalão europeu. Mas, para ele, tanto faz. Cueva faz seu próprio caos particular e brinca despreocupadamente com as consequências.

Apenas deu o primeiro passo rumo à Rússia e mais um para sair do São Paulo. 


Sempre a cornetar,

Gabriel Casaqui








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