Saudações tricolores!
Depois de um 2017 tenebroso, temos aí um início de 2018 que pouco empolga, nada promete, mas tudo permite.
No meio da folia carnavalesca, considerando que dificilmente mais alguém chega até a tal janela de meio do ano, vamos a um balanço dos reforços que vieram e se o São Paulo conseguiu DAR UM GRAU no seu elenco.
PRINCIPAIS SAÍDAS: Denis, Renan Ribeiro, Lugano, Buffarini, Hernanes, Lucas Pratto, Marcinho, Denílson, Maicosuel, Gilberto, Gómez, Thomaz.
A perda de Hernanes é a única IRREPARÁVEL. Pratto, ainda que limitado tecnicamente, era um jogador brigador, de muito caráter, mas sua reposição seria mais simples de ser encontrada. No mais, o São Paulo se desfez de reservas e de jogadores que não agregavam qualidade ou sequer faziam sombra aos 11 titulares. (Só Lugano que optou por encerrar a carreira, mas já não era o mesmo de 13 anos atrás). Ou seja, fizemos uma boa limpa e, em substituição a eles, promovemos uma invasão de Cotia no eixo Morumbi-Barra Funda.
São tantos garotos que, vinguem ou não no time profissional, valem a aposta. No pior quadro que se pinte, possuem nível equivalente aos que saíram, com o bônus de terem potencial para evoluir.
No geral, só choramos por Hernanes, nosso único Profeta e Salvador. De resto, já vai tarde.
JEAN - O jovem goleiro que veio do Bahia tem uma história curiosa. Com 22 anos, pode-se dizer que ele já deu uma volta por cima na sua carreira. Em 2015, era titular do Bahia, vice-campeão da Copa do Nordeste, tendo falhado MISERAVELMENTE na final, engolindo um frango ultrajante.
3 anos depois, fez um bom Brasileirão e arriscou-se em algumas cobranças de falta. Sem gols até o momento. Ano passado, na última rodada, veio ao Morumbi e cometeu um erro bizarro pegando uma bola recuada. Brenner fez nosso gol após essa falta tosca, mas e daí?
Apesar de termos Lucas Perri em condições semelhantes, Jean, de largada, possui mais experiência e é um prospecto mais concreto de um jogador de ponta. Na roleta russa do lançamento de jovens, o SPFC comprou um garoto mais pronto e mais acostumado às pressões de um time grande.
Sendo mera questão de tempo a transição Sidão-Jean acontecer, temos o primeiro acerto (entenda-se: aposta válida) na contratação desse rapaz.
ANDERSON MARTINS - O histórico recente mostra que o São Paulo costuma se dar mal com defensores cariocas. Vide Léo Moura, Junior Cesar, Carlinhos, Bruno, Juninho, Cortez, Joilson, dentre outros.
Anderson Martins era idolatrado no Vasco. Luiza que o diga. Até aqui, está marcado pela atuação meia-boca contra o SCCP. Só que pra quem tem Aderllan e Bruno Alves no banco, um Anderson Martins pode não ser tão ruim assim. Supondo que Rodrigo Caio consiga ser convocado para a Copa, Anderson Martins pode ser uma reposição interessante.
Enfim, outro bom negócio.
REINALDO e HUDSON - Retorno de empréstimo não é bem reforço, mas vale a menção. A dupla saiu e se destacou. Reinaldo, ironicamente, depois de atuações medonhas de Edimar, já foi alçado a condição de titular absoluto. Junior Tavares corre por fora para recuperar o espaço perdido. Só a COMPRA de Edimar é, realmente, inexplicável. Já Hudson, mesmo não sendo um puta jogador, é um reserva bom de grupo, uma boa peça para a ausência de Petros ou Jucilei. Os retornos acompanham o bom momento dos jogadores e são justificáveis seus aproveitamentos.
JUCILEI - A permanência de Jucilei foi uma ótima. Manteve a espinha dorsal da equipe. Bom marcador e fazendo o simples na distribuição do jogo, faz uma boa dupla com Petros. Outro acerto do São Paulo.
VALDÍVIA - A primeira grande interrogação. Valdívia apareceu como uma estrela. CADENTE. Muitas lesões, poucos minutos e uma situação pitoresca: O Atlético Mineiro não o queria mais e o Inter não o queria de volta. Em um cenário que o São Paulo tem uns OITOCENTOS moleques de beira de campo, a vinda de Valdívia é um grande WHAAAAT? da diretoria. A tendência é que o cabeludo e carismático meia seja o reserva imediato de Marcos Guilherme, Nene ou Cueva, com Dorival promovendo uma dança das cadeiras no setor, a depender do rival ou contexto do jogo. Mas...Valdívia? Sei não.
NENE - Com a saída de Hernanes o SPFC precisava de alguém para comandar o meio-campo. Só que Nene tem 36 anos. Qualidade não tem idade, mas vigor físico, bom, ele não é um Zé Roberto da vida, mas tá em cima. Visão, experiência, bom passe, bom chute, decisivo. Nene é um tiro curto que pode dar certo e ser o mentor de uma molecada promissora.
DIEGO SOUZA - Diego Souza foi o investimento feito para suprir tanto a falta de Pratto, como de Hernanes. Vimos que Dorival quer DS mais avançado, com liberdade. O que notamos é que ele parece meio perdido. Não tem feito um bom pivô ou sido uma referência implacável. Curiosamente, quando saiu mais, abriu espaço para Marcos Guilherme e Brenner resolverem.
Ajustes táticos fora, Diego Souza é mais jogador que Pratto. Mais técnico, mais ágil. Sua contratação se resume a uma simples pergunta: Quem você prefere cobrar quando tudo estiver na merda: Denílson, Marcinho e Gilberto ou Diego Souza? Fecho com DS, que tem bola para resolver e suportar a responsabilidade do ofício.
É um começo ainda trôpego, mas já fez 2 gols. A Copa tá ali e o cara tá no páreo. Vamos torcer pelo melhor.
TRÉLLEZ - Quando chega um cara tipo Tréllez eu penso: Será que em Cotia não tem ninguém, no mínimo, IGUAL? Aí eu concluo que, centroavante, não. Toró é mais lado, Gabriel Novaes é bem assim assim, Pedro Bortoluzzo já saiu, aleluia, então, não tem.
Tréllez fez uma reta final de Brasileirão bem interessante. Num Vitória que escapou da degola por um triz, meteu gol a rodo e 10, ao todo.
Para a reserva, bem, um investimento alto mas, TRALVEZ, necessário.
BALANÇO GERAL - Perder Hernanes e Pratto fez nosso time cair um pouco. Por outro lado, nos permitiu trazer reposições possíveis em abos casos e reforçar o elenco como um todo, reduzindo um pouco o abismo que separava os titulares dos reservas.
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
@gabcasaqui
Depois de um 2017 tenebroso, temos aí um início de 2018 que pouco empolga, nada promete, mas tudo permite.
No meio da folia carnavalesca, considerando que dificilmente mais alguém chega até a tal janela de meio do ano, vamos a um balanço dos reforços que vieram e se o São Paulo conseguiu DAR UM GRAU no seu elenco.
PRINCIPAIS SAÍDAS: Denis, Renan Ribeiro, Lugano, Buffarini, Hernanes, Lucas Pratto, Marcinho, Denílson, Maicosuel, Gilberto, Gómez, Thomaz.
A perda de Hernanes é a única IRREPARÁVEL. Pratto, ainda que limitado tecnicamente, era um jogador brigador, de muito caráter, mas sua reposição seria mais simples de ser encontrada. No mais, o São Paulo se desfez de reservas e de jogadores que não agregavam qualidade ou sequer faziam sombra aos 11 titulares. (Só Lugano que optou por encerrar a carreira, mas já não era o mesmo de 13 anos atrás). Ou seja, fizemos uma boa limpa e, em substituição a eles, promovemos uma invasão de Cotia no eixo Morumbi-Barra Funda.
São tantos garotos que, vinguem ou não no time profissional, valem a aposta. No pior quadro que se pinte, possuem nível equivalente aos que saíram, com o bônus de terem potencial para evoluir.
No geral, só choramos por Hernanes, nosso único Profeta e Salvador. De resto, já vai tarde.
JEAN - O jovem goleiro que veio do Bahia tem uma história curiosa. Com 22 anos, pode-se dizer que ele já deu uma volta por cima na sua carreira. Em 2015, era titular do Bahia, vice-campeão da Copa do Nordeste, tendo falhado MISERAVELMENTE na final, engolindo um frango ultrajante.
3 anos depois, fez um bom Brasileirão e arriscou-se em algumas cobranças de falta. Sem gols até o momento. Ano passado, na última rodada, veio ao Morumbi e cometeu um erro bizarro pegando uma bola recuada. Brenner fez nosso gol após essa falta tosca, mas e daí?
Apesar de termos Lucas Perri em condições semelhantes, Jean, de largada, possui mais experiência e é um prospecto mais concreto de um jogador de ponta. Na roleta russa do lançamento de jovens, o SPFC comprou um garoto mais pronto e mais acostumado às pressões de um time grande.
Sendo mera questão de tempo a transição Sidão-Jean acontecer, temos o primeiro acerto (entenda-se: aposta válida) na contratação desse rapaz.
ANDERSON MARTINS - O histórico recente mostra que o São Paulo costuma se dar mal com defensores cariocas. Vide Léo Moura, Junior Cesar, Carlinhos, Bruno, Juninho, Cortez, Joilson, dentre outros.
Anderson Martins era idolatrado no Vasco. Luiza que o diga. Até aqui, está marcado pela atuação meia-boca contra o SCCP. Só que pra quem tem Aderllan e Bruno Alves no banco, um Anderson Martins pode não ser tão ruim assim. Supondo que Rodrigo Caio consiga ser convocado para a Copa, Anderson Martins pode ser uma reposição interessante.
Enfim, outro bom negócio.
REINALDO e HUDSON - Retorno de empréstimo não é bem reforço, mas vale a menção. A dupla saiu e se destacou. Reinaldo, ironicamente, depois de atuações medonhas de Edimar, já foi alçado a condição de titular absoluto. Junior Tavares corre por fora para recuperar o espaço perdido. Só a COMPRA de Edimar é, realmente, inexplicável. Já Hudson, mesmo não sendo um puta jogador, é um reserva bom de grupo, uma boa peça para a ausência de Petros ou Jucilei. Os retornos acompanham o bom momento dos jogadores e são justificáveis seus aproveitamentos.
JUCILEI - A permanência de Jucilei foi uma ótima. Manteve a espinha dorsal da equipe. Bom marcador e fazendo o simples na distribuição do jogo, faz uma boa dupla com Petros. Outro acerto do São Paulo.
VALDÍVIA - A primeira grande interrogação. Valdívia apareceu como uma estrela. CADENTE. Muitas lesões, poucos minutos e uma situação pitoresca: O Atlético Mineiro não o queria mais e o Inter não o queria de volta. Em um cenário que o São Paulo tem uns OITOCENTOS moleques de beira de campo, a vinda de Valdívia é um grande WHAAAAT? da diretoria. A tendência é que o cabeludo e carismático meia seja o reserva imediato de Marcos Guilherme, Nene ou Cueva, com Dorival promovendo uma dança das cadeiras no setor, a depender do rival ou contexto do jogo. Mas...Valdívia? Sei não.
NENE - Com a saída de Hernanes o SPFC precisava de alguém para comandar o meio-campo. Só que Nene tem 36 anos. Qualidade não tem idade, mas vigor físico, bom, ele não é um Zé Roberto da vida, mas tá em cima. Visão, experiência, bom passe, bom chute, decisivo. Nene é um tiro curto que pode dar certo e ser o mentor de uma molecada promissora.
DIEGO SOUZA - Diego Souza foi o investimento feito para suprir tanto a falta de Pratto, como de Hernanes. Vimos que Dorival quer DS mais avançado, com liberdade. O que notamos é que ele parece meio perdido. Não tem feito um bom pivô ou sido uma referência implacável. Curiosamente, quando saiu mais, abriu espaço para Marcos Guilherme e Brenner resolverem.
Ajustes táticos fora, Diego Souza é mais jogador que Pratto. Mais técnico, mais ágil. Sua contratação se resume a uma simples pergunta: Quem você prefere cobrar quando tudo estiver na merda: Denílson, Marcinho e Gilberto ou Diego Souza? Fecho com DS, que tem bola para resolver e suportar a responsabilidade do ofício.
É um começo ainda trôpego, mas já fez 2 gols. A Copa tá ali e o cara tá no páreo. Vamos torcer pelo melhor.
TRÉLLEZ - Quando chega um cara tipo Tréllez eu penso: Será que em Cotia não tem ninguém, no mínimo, IGUAL? Aí eu concluo que, centroavante, não. Toró é mais lado, Gabriel Novaes é bem assim assim, Pedro Bortoluzzo já saiu, aleluia, então, não tem.
Tréllez fez uma reta final de Brasileirão bem interessante. Num Vitória que escapou da degola por um triz, meteu gol a rodo e 10, ao todo.
Para a reserva, bem, um investimento alto mas, TRALVEZ, necessário.
BALANÇO GERAL - Perder Hernanes e Pratto fez nosso time cair um pouco. Por outro lado, nos permitiu trazer reposições possíveis em abos casos e reforçar o elenco como um todo, reduzindo um pouco o abismo que separava os titulares dos reservas.
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
@gabcasaqui
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