Saudações tricolores,
Deixemos nossos exaltados ânimos culpar tudo e todos pela derrota de ontem, contra o Ituano. Xinguemos todos com força mesmo, pois merecem. Tem que colocar pra fora, senão vira um câncer e aí já viu. Temos o direito de falar umas coisas de cabeça quente, de vez em quando.
Só que, nesse acesso de fúria, precisamos ter um traço torto de lucidez a ponto de, não apenas justificar nosso protesto, mas propor uma solução viável e que seja MUITO MELHOR ou MUITO MAIS ÓBVIA do que aquilo que estamos reclamando.
Realmente, foi uma partida terrível, justo após um clássico em que todos vimos alguns bons minutos de boas ideias, apesar do revés. Então, essa catarse coletiva que pede a cabeça de Dorival imediatamente, considerando que estamos todos exaltados, é compreensível.
Só que, na real, ele não é o ÚNICO culpado, embora tenha, neste momento, uma parcela considerável dela.
Afinal, ele se viu em uma situação em que tinha que testar e explorar a qualidade técnica do quarteto Marcos Guilherme, Cueva, Nene e Diego Souza, ainda que às custas de intensidade e velocidade. O que poderia ser uma questão de ajuste após alguns jogos, como bem vimos, não foi.
O time está pesado, Nene oscila muito, Diego Souza parece perdido, pesado e deslocado, sobrando tudo nas costas de Cueva e Marcos Guilherme.
Mas se Dorival não colocasse os 4 em campo, nós mesmos iríamos cobrá-lo porque, de longe, são os melhores do ataque.
No mais, a defesa vinha tendo um desempenho bem OK, então, essas duas derrotas em si não mudam o quadro pintado: Bruno Alves é um zagueiro bem maomeno, Arboleda e Rodrigo Caio são os melhorzinhos, Reinaldo é o SERGINHO perto do Edimar e por aí vai.
Nada do que aconteceu nessas duas partidas mudam nossa percepção ou avaliação do elenco. O São Paulo perdeu para São Bento, SCCP, Santos e Ituano. Nesses quatro jogos, os únicos dois jogos realmente RIDÍCULOS foram contra os times do interior paulista. Sobra que a partida de ontem frente o Ituano foi o primeiro grande jogo MERDA que o SPFC fez em 2018, considerando que contra o São Bento até nego já negociado jogou.
Um time e um elenco medianos ficam mais expostos quando o técnico não arma a equipe, digamos, DECENTEMENTE. Ficou claro que Nene e Diego Souza engessam o ataque. Valdívia e Brenner, quando entraram/jogaram, deram mais dinâmica, ainda que lhes faltasse mais afinidade com a pelota.
Daí a culpar Dorival é um pulo, só que, olhem pra fora e agora pra dentro. O SPFC é um time que troca de técnico uma, duas vezes ao ano desde 2009. Nosso elenco sofre modificações de BACIADA há anos. Nosso último título relevante veio em 2012. Essa troca insana de treinadores e jogadores prejudica a formação de uma equipe coesa.
Como eu disse, Dorival estava com a faca no pescoço para escalar um time com jogadores mais técnicos, mas lerdos toda vida. Então, que bom que ainda estamos em condições de reparar isso. Criou-se uma condição favorável para reunir todos numa mesa e, ó, Dorival, precisa de velocidade e dinamismo, ô, Diego, ô, Nene, moiô pra vocês, um dos dois vai dançar por enquanto, e nessa conversa colocam-se as cartas na mesa e fecha-se o elenco porque do jeito que tá, não vai rolar e todos precisam colaborar.
Na pressa de resultados imediatos, desempenho de videogame contra times mais modestos, saímos alucinados pelas ruas, 3h da manhã, para pedir LUXEMBURGO e algum POJETO mirabolante. Não é por aí, gente.
Os técnicos disponíveis são, no melhor cenário possível, iguais ao Dorival. Dunga, Osvaldo de Oliveira, Micale, Celso Roth, Luxemburgo, etc e tal, nenhum deles chega e resolve. Nem tentem se enganar.
Cuca, o melhorzinho, deu declarações que só pensa em trabalhar após a Copa. Contudo, ele tem aquele probleminha de relacionamento interpessoal que sempre explode em seis meses.
O time está uma draga, o técnico está insistindo em formações capengas, mas é preferível uma conversa franca entre diretoria, comissão técnica e elenco, do que, novamente, terceirizar responsabilidades.
Por fim, a temporada mal começou. A avaliação extremista de Dorival agora é precipitada, para não dizer injusta. Aguardemos pelo menos a forma como terminaremos o Paulistão para tomar qualquer decisão no sentido de trocar o comando técnico. Mas, por favor, nunca mais saiam de casa 3h da manhã para pedir Luxemburgo. Liguem pra ex, dá menos vergonha.
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
@gabcasaqui
Deixemos nossos exaltados ânimos culpar tudo e todos pela derrota de ontem, contra o Ituano. Xinguemos todos com força mesmo, pois merecem. Tem que colocar pra fora, senão vira um câncer e aí já viu. Temos o direito de falar umas coisas de cabeça quente, de vez em quando.
Só que, nesse acesso de fúria, precisamos ter um traço torto de lucidez a ponto de, não apenas justificar nosso protesto, mas propor uma solução viável e que seja MUITO MELHOR ou MUITO MAIS ÓBVIA do que aquilo que estamos reclamando.
Realmente, foi uma partida terrível, justo após um clássico em que todos vimos alguns bons minutos de boas ideias, apesar do revés. Então, essa catarse coletiva que pede a cabeça de Dorival imediatamente, considerando que estamos todos exaltados, é compreensível.
Só que, na real, ele não é o ÚNICO culpado, embora tenha, neste momento, uma parcela considerável dela.
Afinal, ele se viu em uma situação em que tinha que testar e explorar a qualidade técnica do quarteto Marcos Guilherme, Cueva, Nene e Diego Souza, ainda que às custas de intensidade e velocidade. O que poderia ser uma questão de ajuste após alguns jogos, como bem vimos, não foi.
O time está pesado, Nene oscila muito, Diego Souza parece perdido, pesado e deslocado, sobrando tudo nas costas de Cueva e Marcos Guilherme.
Mas se Dorival não colocasse os 4 em campo, nós mesmos iríamos cobrá-lo porque, de longe, são os melhores do ataque.
No mais, a defesa vinha tendo um desempenho bem OK, então, essas duas derrotas em si não mudam o quadro pintado: Bruno Alves é um zagueiro bem maomeno, Arboleda e Rodrigo Caio são os melhorzinhos, Reinaldo é o SERGINHO perto do Edimar e por aí vai.
Nada do que aconteceu nessas duas partidas mudam nossa percepção ou avaliação do elenco. O São Paulo perdeu para São Bento, SCCP, Santos e Ituano. Nesses quatro jogos, os únicos dois jogos realmente RIDÍCULOS foram contra os times do interior paulista. Sobra que a partida de ontem frente o Ituano foi o primeiro grande jogo MERDA que o SPFC fez em 2018, considerando que contra o São Bento até nego já negociado jogou.
Um time e um elenco medianos ficam mais expostos quando o técnico não arma a equipe, digamos, DECENTEMENTE. Ficou claro que Nene e Diego Souza engessam o ataque. Valdívia e Brenner, quando entraram/jogaram, deram mais dinâmica, ainda que lhes faltasse mais afinidade com a pelota.
Daí a culpar Dorival é um pulo, só que, olhem pra fora e agora pra dentro. O SPFC é um time que troca de técnico uma, duas vezes ao ano desde 2009. Nosso elenco sofre modificações de BACIADA há anos. Nosso último título relevante veio em 2012. Essa troca insana de treinadores e jogadores prejudica a formação de uma equipe coesa.
Como eu disse, Dorival estava com a faca no pescoço para escalar um time com jogadores mais técnicos, mas lerdos toda vida. Então, que bom que ainda estamos em condições de reparar isso. Criou-se uma condição favorável para reunir todos numa mesa e, ó, Dorival, precisa de velocidade e dinamismo, ô, Diego, ô, Nene, moiô pra vocês, um dos dois vai dançar por enquanto, e nessa conversa colocam-se as cartas na mesa e fecha-se o elenco porque do jeito que tá, não vai rolar e todos precisam colaborar.
Na pressa de resultados imediatos, desempenho de videogame contra times mais modestos, saímos alucinados pelas ruas, 3h da manhã, para pedir LUXEMBURGO e algum POJETO mirabolante. Não é por aí, gente.
Os técnicos disponíveis são, no melhor cenário possível, iguais ao Dorival. Dunga, Osvaldo de Oliveira, Micale, Celso Roth, Luxemburgo, etc e tal, nenhum deles chega e resolve. Nem tentem se enganar.
Cuca, o melhorzinho, deu declarações que só pensa em trabalhar após a Copa. Contudo, ele tem aquele probleminha de relacionamento interpessoal que sempre explode em seis meses.
O time está uma draga, o técnico está insistindo em formações capengas, mas é preferível uma conversa franca entre diretoria, comissão técnica e elenco, do que, novamente, terceirizar responsabilidades.
Por fim, a temporada mal começou. A avaliação extremista de Dorival agora é precipitada, para não dizer injusta. Aguardemos pelo menos a forma como terminaremos o Paulistão para tomar qualquer decisão no sentido de trocar o comando técnico. Mas, por favor, nunca mais saiam de casa 3h da manhã para pedir Luxemburgo. Liguem pra ex, dá menos vergonha.
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
@gabcasaqui
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