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A volta dos que não foram

Saudações tricolores,


Eis que retornamos ao ponto de onde jamais saímos. Voltamos de onde nunca fomos. Despertamos de um transe psicodélico com imagens dessa realidade nebulosa que sempre esteve aí bem na nossa cara. Então, sobressaltados, após mais uma derrota em clássico, nos encontramos perdidos de nós mesmos, bem aqui na estaca zero, olhando um mapa de um destino desconhecido, sem saber bem para onde vamos e como chegaremos lá.

O São Paulo fez quatro jogos esse ano. 2 clássicos e 2 jogos pela Copa do Brasil contra equipes de nível técnico, digamos, inexistente. Esqueçam o resto, vamos nos ater ao que interessa.

Prosperamos na Copa do Brasil, o que não quer dizer grande coisa. Perdemos os dois duelos estaduais, o que, nas entrelinhas, diz muito.

A meu ver, fizemos dois jogos de relativa dignidade. Buscamos o jogo, dominamos boa parte dele, tivemos nossas chances e, por falhas coletivas ou panes individuais, perdemos o jogo.

Contra o Santos, um bom primeiro tempo, no qual Vanderlei bloqueou nossos arremates. No segundo, duas falhas fatais de Bruno Alves e Arboleda, permitiram o tiro certeiro de Gabriel no canto de Sidão, que praticamente não foi exigido o jogo todo. 

Cornetar Dorival pode ser o caminho mais simples, mas meu senso corneteiro não me permite (ainda) pedir, exclusivamente, a cabeça do treinador. Todo mundo tem sua parcela de culpa aí.

De longe, Cueva, Nene, Marcos Guilherme e Diego Souza são nossas melhores opções. É bem verdade que falta velocidade ao quarteto. Se o peruano fosse menos preguiçoso, seria excelente, daria a intensidade que tanto precisamos. E Diego Souza ainda parece perdido em campo, mesmo tendo total liberdade jogando mais avançado.

Precisando de velocidade, mandou Brenner e Valdívia a campo. Com Diego Souza em uma partida em que preferiu ser mero observador, colocou Tréllez. Pode-se contestar Dorival e dizer que poderia ter sacado Petros ou Jucilei e Nene, em vez de Cueva (mesmo estando apagado na segunda etapa), mas, será que realmente teríamos melhor sorte? Vejo que Dorival, com o que tem em mãos, tentou mudar o placar desfavorável, mexendo o mínimo possível na estrutura de um time que, até então, não fazia uma má partida.

O cerne do problema está no fato de que o SPFC, quando duelou com rivais diretos e da Série A, sucumbiu, não sabendo bem como se impor ou reverter o placar desfavorável. 

Se sobrou tranquilidade e cabeça no lugar para ADMINISTRAR A DERROTA ou mesmo mostrar para a torcida que "OLHAÍ, TENTAMOS, PUXA, NÃO DEU", faltou talento ou ALGO MAIS para que pudéssemos sair vitoriosos nas duas ocasiões.

O São Paulo é isso aí. Um time com um potencial interessante, só que, quando colocado à prova, ainda titubeia e eu não consigo colocar esse problema todo nas costas do Dorival, exclusivamente.

Embora o desempenho nos grandes jogos cause preocupação, tais derrotas estão ocorrendo quando ainda se é possível aprender com elas. Portanto, APRENDAM LOGO!


Sempre a cornetar,

Gabriel Casaqui
@gabcasaqui










Comentários

  1. Complicado e a pergunta que fica é...será que 2017 já acabou?

    Contra times da serie A já vimos que vamos passar sufoco e não teremos Hernanes esse ano.
    Vamos ver o próximo clássico contra o Palmeiras que será na casa deles,ou seja,derrota na certa!

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