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Alívio

Saudações tricolores,

Tirar os sapatos dos pés cansados, um copo de água refrescante depois da pelada naquele sol de rachar, a cerveja gelada massageando a garganta, chegar ao banheiro quando estávamos a ponto de explodir. Alívio. Depois do horrendo primeiro tempo que fizemos, a vitória por 2 a 0 e a classificação conquistadas contra o CSA são apenas um alívio que a torcida teve para, por uma noite mais, dormir em paz.

O quarteto Cueva, Nene, Diego Souza e Marcos Guilherme não faz feio na qualidade, mas é na velocidade que deixa o ataque meio capenga. Significa dizer que, se todos não estiverem bem ligados ou com a setinha vermelha e pra cima, vai ter irritação.

Jamais saberemos o que houve no intervalo, mas logo aos 2 minutos, Cueva, esse sujeito que vive um carnaval autista regado à Itaipava latão, achou Marcos Guilherme, que cruzou para Nene abrir o placar e desanuviar parcialmente nosso tenso semblante.

Coube também a Cueva, de pênalti, sacramentar a classificação e fazer com que o São Paulo cumprisse com o mínimo esperado.

Superadas essas duas primeiras fases em que um MATCH com o vexame parecia mais perigoso, a verdade é que o São Paulo ainda não foi exigido na Copa do Brasil. E, na próxima fase, teremos o CRB, em duas partidas, sem gol qualificado, o que aumentam consideravelmente nossas chances de seguir um pouquinho mais além.

Por ora, nada a comemorar senão o fato de termos escapado do bote da ZEBRA, que deu às caras ao Sport, por exemplo.

No mais, é a Copa do Brasil, amigos, esse torneio maldito em que a gente nunca sabe bem de onde virá aquela bola desviada, aquele desconhecido goleiro inspirado ou quando haverá uma bola recuada e uma barreira a abrir e dilacerar nosso sonho secreto de erguer um título que ainda não sabemos por que insiste em nos escapar.


Sempre a cornetar,

Gabriel Casaqui

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