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Num apaga não, Galo.

Nem como você fez diante do Patrocinense, entregando um jogo ganho na mão de um aguerrido mas muito inferior adversário. E muito menos apague da memória o que aconteceu neste domingo porque durante a temporada, enfrentando desafios muito mais fortes, esses vacilos vão custar ainda mais caro.

Num apaga não, Galo.

Seja por falta de concentração, vontade de matar o jogo ou mesmo um certo desleixo, não pode ceder um empate em casa dessa forma.

Fui ao campo, sei que estava muito calor. Quase insuportável na arquibancada, pior ainda pra quem corria em campo. Vi também que o gramado não estava nas melhores condições e isso atrapalhou um pouco as tentativas de troca de passes. 

Mas, além da óbvia igualdade de condição pros dois lados, a ida para o intervalo com um 2 a 0 favorável no placar, torna injustificável qualquer resultado adverso ao final dos 90 minutos.

Sei, ainda, que é início de trabalho e foi só o segundo jogo desta equipe principal. Mas é também esta uma escolha da comissão. Se existe ainda um desentrosamento, principalmente num ataque diferente pra 2018, também é um time livre dos desgastes dos jogos a cada três dias e dos gramados castigados do interior mineiro.

O Patrocinense é um time bem treinado, aguerrido, sem medo e com bons valores dentro de sua realidade. Mas é o Patrocinense.

Com o mínimo de concentração e postura, o Atlético tomaria naturalmente as rédeas do jogo. Fez em parte do primeiro tempo. Não jogou no segundo.

Oswaldo justificou a demora de mexer no time com a visão de que os titulares se meteram naquela situação e eles teriam que reagir. Não explica mexer no time aos 39 do segundo e colocar três jogadores.

Blanco, Marco Túlio e Bruno Roberto entraram cheios de vontade, mas bagunçados em termos de posicionamento e mais afobados que agudos. Culpa dos garotos? Lógico que não, quando entraram no jogo, ele acabou.

Cazares, ao ser substituído, chegou a ser vaiado. O torcedor, que tem direito de fazer o que quiser, é muito estranho também. Sequer achamos no mercado um camisa 10 pra brigar por posição, imagina se perdermos o titular?

O equatoriano, aliás, foi muito participativo e tentou. Não foi o melhor em campo, mas tentou.

É começo de ano, de trabalho, de time. Mas é no início que se ajusta e se aprende com erros para, de fato, evoluir na temporada.

Use bem suas escolhas nesse começo de Mineiro e o momento para crescer na sequência de 2018.

Num apaga não, Galo!

@allanpassus

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