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2017, o ano que (ainda) não acabou.

Saudações tricolores!


Na tarde de 19.11.2017, São Paulo e Botafogo, melancolicamente, empataram sem gols. Pra nós, o ponto que faltava para encerrar um ano maldito, em que sofremos grave violência psicológica a cada 90 minutos, com a arma do rebaixamento apontada bem na nossa cara. Passado o momento de alívio por ter sobrevivido à turbulência, não se iluda com a mudança do calendário, meu amigo, pois 2017 ainda está aí bem na nossa frente. 

Sofremos duas baixas que, neste momento, são praticamente insubstituíveis: Hernanes e Pratto. Não há no futebol brasileiro outro meia como o Profeta. Não tem. Não adianta, não tem. Não, esse aí também não veste a meia dele. E centroavante igual o Pratto, bem, a verdade é que também não tem.

O ponto é: perdemos os líderes. Perdemos dois jogadores que tinham total identificação com a torcida, lideravam a equipe, além de empenharem raça inesgotável e qualidade técnica acima da média. Isso não se troca facilmente. Verdade seja dita, nosso time titular enfraqueceu e, claro, isso gera toda sorte de preocupação.

Trouxemos aí um Diego Souza que é um bom jogador, sim, mas que chega sem identificação alguma conosco e sem um histórico que lhe aponte como um líder nato ou um jogador raçudo. Trazemos de volta Hudson e REINALDO, cujos talentos a gente sabe que vão até a página 2, talvez 3. Contratamos uma promessa para uma posição que exige certezas. Recheamos nosso elenco com garotos de uma base vitoriosa nos últimos anos, depositando nossa esperança que esses reforços que não vieram não eram pra vir mesmo porque tem tudo aqui em casa, olha só. Enquanto isso, permanecemos refém de um Cueva que, certamente, se poupará o máximo possível, de olho na Copa. 

Obviamente, o Campeonato Paulista só servirá de termômetro lá nas fases decisivas, só que nossa caminhada na Copa do Brasil começa cedo, já dia 31 de janeiro contra o Madureira e dois jogos maomeno é tchau, meu chapa. Se isso não te deixa um pouco apreensivo, olha nosso histórico recente de eliminações em mata-mata pra ver cada time que aprontou pra cima da gente. É de chorar de raiva. 

Olha, não vai ser uma temporada fácil. Tenham em mente que ainda somos o time que quase caiu ano passado, então, por enquanto, só resta torcer para que os moleques deem certo, que boa parte deles vinguem, que façamos boas peças ou boas vendas e que venham logo os 45 pontos. Depois disso, o que vier é lucro. 

Sempre a cornetar,

Gabriel Casaqui




























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