Saudações tricolores,
A anunciada derrota para a SEP, por 2 a 0, no campo deles, custou o cargo a Dorival Junior. O fiapo de linha que segurava a guilhotina, finalmente, se rompeu e, pela 13ª vez em 9 anos, degolamos o culpado, por aclamação popular. Na euforia de uma virada pouco convincente contra o Red Bull Brasil (3 a 1), ficamos sabendo que Diego Aguirre há de nos comandar.
O problema estava longe de ser Dorival mas, sejamos razoáveis, o treinador cavou a própria cova.
Dorival bem que tentou. Tirou Nene e Diego Souza, ambos pesados e de desempenho abaixo do esperado para lançar Valdívia e Brenner. Foi pouco.
Três derrotas nos três clássicos, equipe com desempenho sofrível mesmo contra times muito inferiores tecnicamente, falta de variações e alternativas táticas, ausência de evolução concreta deram cabo da passagem de Dorival, como se, desde sua estreia, naquele traumatizante 2 a 2 contra do Atlético Goianiense, no Morumbi, apenas esperássemos em qual rodada e em qual torneio sucumbiria.
A passividade da equipe, principalmente nos grandes jogos, contrasta com a suposta qualidade de seu grupo que, se não é ótimo, está longe de ser abaixo da crítica.
Claro, o grupo tem seus EDIMAR da vida, no entanto, com o material humano disponível, Dorival tinha elementos para entregar algo a mais. Assim como Rogério Ceni que, com um grupo menos qualificado que esse de agora, também podia ter feito um trabalho um pouquinho melhor que fosse. Né, DEFENSA Y JUSTICIA?
Sem Dorival, Raí, Lugano e Ricardo Rocha são os responsáveis, agora, por reorganizar as porções de culpa remanescentes entregando-as a um Diego Aguirre que já entra pressionado pelo histórico recente do SPFC em impedir que os treinadores passem, pelo menos, um ano tentando desenvolver seu trabalho.
O uruguaio chega sem ser unanimidade, fortemente especulado para assumir a Celeste após a Copa do Mundo, mas que o triunvirato tricolor jura de pés juntos que fica, pelo menos, até o final do ano. Me engana que eu gosto.
Diego Aguirre fez uns trabalhos bem ok aqui no Brasil, no Inter e no Galo. OK, eu disse OK. OK é algo próximo de aceitável mas longe de ser, categoricamente, bom.
Levou o colorado às semifinais da Libertadores de 2015, caiu com o Galo nas quartas de 2016, mesma fase em que morreu com o San Lorenzo ano passado. Pode não ter um cartel respeitável de títulos ou uma postura vencedora, contudo, apresenta aí alguns trabalhos que nos fazem crer que, dificilmente, passaremos PERRENGUES tipo aqueles do ano passado.
Aguirre, de cara, terá a fase final do Paulista e, muito provavelmente, a sequência da Copa do Brasil pela frente, torneios de matar ou morrer em que o treinador, de imediato, deverá dar uma resposta imediata às arquibancadas. Nem tanto pela qualidade de jogo, mas se seu time será, pelo menos, mais vibrante e, trocadilhos prontos à parte, aguerrido.
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
@gabcasaqui
A anunciada derrota para a SEP, por 2 a 0, no campo deles, custou o cargo a Dorival Junior. O fiapo de linha que segurava a guilhotina, finalmente, se rompeu e, pela 13ª vez em 9 anos, degolamos o culpado, por aclamação popular. Na euforia de uma virada pouco convincente contra o Red Bull Brasil (3 a 1), ficamos sabendo que Diego Aguirre há de nos comandar.
O problema estava longe de ser Dorival mas, sejamos razoáveis, o treinador cavou a própria cova.
Dorival bem que tentou. Tirou Nene e Diego Souza, ambos pesados e de desempenho abaixo do esperado para lançar Valdívia e Brenner. Foi pouco.
Três derrotas nos três clássicos, equipe com desempenho sofrível mesmo contra times muito inferiores tecnicamente, falta de variações e alternativas táticas, ausência de evolução concreta deram cabo da passagem de Dorival, como se, desde sua estreia, naquele traumatizante 2 a 2 contra do Atlético Goianiense, no Morumbi, apenas esperássemos em qual rodada e em qual torneio sucumbiria.
A passividade da equipe, principalmente nos grandes jogos, contrasta com a suposta qualidade de seu grupo que, se não é ótimo, está longe de ser abaixo da crítica.
Claro, o grupo tem seus EDIMAR da vida, no entanto, com o material humano disponível, Dorival tinha elementos para entregar algo a mais. Assim como Rogério Ceni que, com um grupo menos qualificado que esse de agora, também podia ter feito um trabalho um pouquinho melhor que fosse. Né, DEFENSA Y JUSTICIA?
Sem Dorival, Raí, Lugano e Ricardo Rocha são os responsáveis, agora, por reorganizar as porções de culpa remanescentes entregando-as a um Diego Aguirre que já entra pressionado pelo histórico recente do SPFC em impedir que os treinadores passem, pelo menos, um ano tentando desenvolver seu trabalho.
O uruguaio chega sem ser unanimidade, fortemente especulado para assumir a Celeste após a Copa do Mundo, mas que o triunvirato tricolor jura de pés juntos que fica, pelo menos, até o final do ano. Me engana que eu gosto.
Diego Aguirre fez uns trabalhos bem ok aqui no Brasil, no Inter e no Galo. OK, eu disse OK. OK é algo próximo de aceitável mas longe de ser, categoricamente, bom.
Levou o colorado às semifinais da Libertadores de 2015, caiu com o Galo nas quartas de 2016, mesma fase em que morreu com o San Lorenzo ano passado. Pode não ter um cartel respeitável de títulos ou uma postura vencedora, contudo, apresenta aí alguns trabalhos que nos fazem crer que, dificilmente, passaremos PERRENGUES tipo aqueles do ano passado.
Aguirre, de cara, terá a fase final do Paulista e, muito provavelmente, a sequência da Copa do Brasil pela frente, torneios de matar ou morrer em que o treinador, de imediato, deverá dar uma resposta imediata às arquibancadas. Nem tanto pela qualidade de jogo, mas se seu time será, pelo menos, mais vibrante e, trocadilhos prontos à parte, aguerrido.
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
@gabcasaqui
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