Saudações tricolores,
Ainda tento assimilar o que houve nas últimas duas hora e meia. Era uma semifinal de Estadual. É. Isso. Tínhamos a vantagem do empate e o jogo era na casa deles, local de onde tudo que conseguimos de bom até então foi, no máximo, um empate, o que nos é o bastante por hoje.
Foi um baita primeiro tempo. Duas ou três boas chances para cada um. Estávamos segurando bem a pressão, bem postados defensivamente, perigosos nos contra-ataques.
No segundo tempo as coisas ficaram um tanto turvas.
Mal passamos do campo de defesa. Fomos encurralados. No entanto, que desempenho da defesa! Um ferrolho uruguaio costurado artesanalmente por Aguirre. Sidão praticamente não era exigido.
Os minutos avançavam. Nene, desgastado, saiu, para a vinda de Lucas Fernandes. Tome jogo. Tréllez, esse boneco de posto travestido de centroavante, deu lugar à Diego Souza. Pausa.
Era uma troca previsível, mas não, necessariamente, adequada. O time estava acusado, precisava de velocidade. Poderia ser Brenner ou Morato, mas Aguirre preferiu manter alguém tão móvel quanto um MAMUTE para, quem sabe, fazer a parede, prender a bola, dar a experiência que a equipe perdeu com a saída de Nene, enfim.
Depois Caíque entrou no lugar de Marcos Guilherme.
Eles seguem martelando e a gente se segurando como dava.
45 minutos. Esboçamos um contra-ataque. Diego Souza e seu arranque de BALSA levam QUATRO HORAS E MEIA para sair do meio campo até os arredores da área adversária. Não invade, não chuta, prende, cisca, enrosca. Falta. PRA ELES.
Eles cobram, avançam, vem vindo, escanteio.
A imagem do gol de Rodriguinho aos 47 do segundo tempo ainda passa em frames sequenciais diante de meus olhos, eu me sinto o protagonista de LARANJA MECÂNICA. Posso ouvir os gritos de rivais ensandecidos, sentir o lamento de amigos tricolores, estou ali, fechando os olhos, levando as mãos à cabeça, derrotado. Psicologicamente derrotado.
Dois minutos antes. A bola. Diego Souza. Um EFEITO BORBOLETA MALDITO.
O jogo acaba e vamos aos pênaltis. Cássio, esse gigante queixudo e amarelo, parece viver de embates contra nós e, infelizmente, hoje não foi diferente. Barrou Diego Souza, como se o fizesse por mera diversão ou, simplesmente, seguisse a obra do DESTINO. Depois, defendeu o tiro de Liziero, nosso pequeno e nobre prodígio que fez um partidaço.
É muito complicado tirar conclusões de um jogo no qual se é eliminado nos pênaltis, depois de NOVENTA E DOIS minutos defendendo o resultado que lhe era favorável. Tudo parece incrível e maravilhoso mas, subitamente, tudo é trevas e morte.
Como dito, um ótimo primeiro tempo, e uma segunda etapa de pura abnegação ofensiva, restrita a chutões, sufoco e olho no relógio. Faltou equilíbrio, concentração, PERNAS e, após o gol, até o psicológico da torcida esmoreceu.
Lutamos, essa é a verdade. Sentimos pena de cair assim. Foi daquelas derrotas que, embora nos deixe esperançosos e, de certo modo, orgulhosos, nos enche de melancolia porque, bem, ficamos acadelados por 47 minutos até que alguém parece dizer "bem, acabou a brincadeira" e a encerra de fato.
Talvez uma traulitada de 2 ou 3 não nos abalasse tanto. Estávamos tão perto. Três minutos. Justo o Liziero, cara! Tanta gente ruim pra errar. Até o Bruno Alves guardou dele!
Por enquanto, para fins de confortar um pouco nosso peito, voltamos nossa ira para Diego Souza, contratado a peso de ouro para ser um banco de luxo que, no grande momento de justificar seu investimento, perde seu pênalti, com a emoção de quem paga um boleto.
Ali está ele, com um grande outdoor no lugar de seu rosto, passando AQUELE LANCE LÁ de 2012 e agora esse pênalti. A TV foca os jogadores abraçando Liziero. Comovente. Ao mostrar o campo, Diego Souza e um semblante nada mais, nada menos que protocolar. A raiva ressurge.
Houve luta, houve entrega, houve esboço de evolução. Haverá futuro?
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
@gabcasaqui
Ainda tento assimilar o que houve nas últimas duas hora e meia. Era uma semifinal de Estadual. É. Isso. Tínhamos a vantagem do empate e o jogo era na casa deles, local de onde tudo que conseguimos de bom até então foi, no máximo, um empate, o que nos é o bastante por hoje.
Foi um baita primeiro tempo. Duas ou três boas chances para cada um. Estávamos segurando bem a pressão, bem postados defensivamente, perigosos nos contra-ataques.
No segundo tempo as coisas ficaram um tanto turvas.
Mal passamos do campo de defesa. Fomos encurralados. No entanto, que desempenho da defesa! Um ferrolho uruguaio costurado artesanalmente por Aguirre. Sidão praticamente não era exigido.
Os minutos avançavam. Nene, desgastado, saiu, para a vinda de Lucas Fernandes. Tome jogo. Tréllez, esse boneco de posto travestido de centroavante, deu lugar à Diego Souza. Pausa.
Era uma troca previsível, mas não, necessariamente, adequada. O time estava acusado, precisava de velocidade. Poderia ser Brenner ou Morato, mas Aguirre preferiu manter alguém tão móvel quanto um MAMUTE para, quem sabe, fazer a parede, prender a bola, dar a experiência que a equipe perdeu com a saída de Nene, enfim.
Depois Caíque entrou no lugar de Marcos Guilherme.
Eles seguem martelando e a gente se segurando como dava.
45 minutos. Esboçamos um contra-ataque. Diego Souza e seu arranque de BALSA levam QUATRO HORAS E MEIA para sair do meio campo até os arredores da área adversária. Não invade, não chuta, prende, cisca, enrosca. Falta. PRA ELES.
Eles cobram, avançam, vem vindo, escanteio.
A imagem do gol de Rodriguinho aos 47 do segundo tempo ainda passa em frames sequenciais diante de meus olhos, eu me sinto o protagonista de LARANJA MECÂNICA. Posso ouvir os gritos de rivais ensandecidos, sentir o lamento de amigos tricolores, estou ali, fechando os olhos, levando as mãos à cabeça, derrotado. Psicologicamente derrotado.
Dois minutos antes. A bola. Diego Souza. Um EFEITO BORBOLETA MALDITO.
O jogo acaba e vamos aos pênaltis. Cássio, esse gigante queixudo e amarelo, parece viver de embates contra nós e, infelizmente, hoje não foi diferente. Barrou Diego Souza, como se o fizesse por mera diversão ou, simplesmente, seguisse a obra do DESTINO. Depois, defendeu o tiro de Liziero, nosso pequeno e nobre prodígio que fez um partidaço.
É muito complicado tirar conclusões de um jogo no qual se é eliminado nos pênaltis, depois de NOVENTA E DOIS minutos defendendo o resultado que lhe era favorável. Tudo parece incrível e maravilhoso mas, subitamente, tudo é trevas e morte.
Como dito, um ótimo primeiro tempo, e uma segunda etapa de pura abnegação ofensiva, restrita a chutões, sufoco e olho no relógio. Faltou equilíbrio, concentração, PERNAS e, após o gol, até o psicológico da torcida esmoreceu.
Lutamos, essa é a verdade. Sentimos pena de cair assim. Foi daquelas derrotas que, embora nos deixe esperançosos e, de certo modo, orgulhosos, nos enche de melancolia porque, bem, ficamos acadelados por 47 minutos até que alguém parece dizer "bem, acabou a brincadeira" e a encerra de fato.
Talvez uma traulitada de 2 ou 3 não nos abalasse tanto. Estávamos tão perto. Três minutos. Justo o Liziero, cara! Tanta gente ruim pra errar. Até o Bruno Alves guardou dele!
Por enquanto, para fins de confortar um pouco nosso peito, voltamos nossa ira para Diego Souza, contratado a peso de ouro para ser um banco de luxo que, no grande momento de justificar seu investimento, perde seu pênalti, com a emoção de quem paga um boleto.
Ali está ele, com um grande outdoor no lugar de seu rosto, passando AQUELE LANCE LÁ de 2012 e agora esse pênalti. A TV foca os jogadores abraçando Liziero. Comovente. Ao mostrar o campo, Diego Souza e um semblante nada mais, nada menos que protocolar. A raiva ressurge.
Houve luta, houve entrega, houve esboço de evolução. Haverá futuro?
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
@gabcasaqui
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