Ontem fui até São Januário com a mentalidade de que, se a classificação da fase de grupos da Libertadores sair, tem que passar pelo grito da torcida.
Mas nem a torcida nem o time se inspiraram.
A festa começou bonita na Colina, mas a apreensão logo tomou conta. Os jogadores entraram nervosos, foram poucos momentos de criação e erros coletivos que custaram uma derrota em casa para Universidad do Chile por 1 a 0. Um gol daquele ali nade lateral com muitas falhas da defesa (não excluindo Martin Silva) foi difícil de aguentar.
A La U parece que veio preparada para o empate, mas acabou ditando o jogo sob a regência de Pizarro e atuando nos contra-ataques e falhas vascaínas, que foram constantes. As jogadas não surgiam, os passes não se concluíam e finalizar parecia que não era uma opção. Pouca inspiração e atuações individuais de Wellington e Evander bem contestadas, sem deixar de registrar a quase nula de Riascos. Faltou calo de competição.
A sensação que dava era a de que o Vasco tinha entrado para mais um jogo enquanto a torcida esperava uma inflamada partida selo Libertadores confiante na vitória. Mas o balde de água fria veio cheio dos mesmos erros e limitações e ainda com adicionais como a virose, os deslizes da arbitragem, o nervosismo e as substituições que o Zé se viu obrigado a fazer ou que pouco adiantaram.
A torcida pegou bronca e ensaiou uma vaia para Evander. A meu ver, no momento errado. É de se indignar uma derrota que tenha vindo com uma atuação fraca do time em casa logo na estreia da competição. Mas, vaiar durante o jogo já com a substituições em curso, não vejo no que pode ser útil a não ser para deixar os jogadores mais nervosos.
Quando eu disse que a classificação deveria passar pelo grito da torcida, é porque sabemos das limitações desse time e que jogar junto é essencial. Mas o time também tem que jogar.
Que fique claro aqui que não estou contra a cornetagem, deus me dibre, longe de mim querer impedir a genuína raiva do torcedor com uma equipe que vem apresentando tanta inconstância. Inclusive, acho o final da partida um ótimo momento para mostrar isso.
E, quem sabe, também a insatisfação com o que leva um time como o Vasco da Gama chegar à uma competição tamanho Libertadores sem patrocínio master, com um elenco mediano e ainda sem perspectivas de planejamento ou modernização. Ou, é como dizem os jovens: só vamos.
A derrota significou perder os três pontos que, na teoria, seriam os com menos dificuldade de serem conquistados. Agora, passar a fase de grupos pode se tornar uma epopeia tal qual a que garantiu a classificação.
E é claro que o torcedor estará ali, no clima de glória ou não. E nunca é demais ter em mente, seja a torcida, jogador ou quem quer que seja, o tamanho que tem o Vasco da Gama.
Mas nem a torcida nem o time se inspiraram.
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| São Januário recebeu 18 mil torcedores. Foto: Luiza Lourenço |
A festa começou bonita na Colina, mas a apreensão logo tomou conta. Os jogadores entraram nervosos, foram poucos momentos de criação e erros coletivos que custaram uma derrota em casa para Universidad do Chile por 1 a 0. Um gol daquele ali nade lateral com muitas falhas da defesa (não excluindo Martin Silva) foi difícil de aguentar.
A La U parece que veio preparada para o empate, mas acabou ditando o jogo sob a regência de Pizarro e atuando nos contra-ataques e falhas vascaínas, que foram constantes. As jogadas não surgiam, os passes não se concluíam e finalizar parecia que não era uma opção. Pouca inspiração e atuações individuais de Wellington e Evander bem contestadas, sem deixar de registrar a quase nula de Riascos. Faltou calo de competição.
A sensação que dava era a de que o Vasco tinha entrado para mais um jogo enquanto a torcida esperava uma inflamada partida selo Libertadores confiante na vitória. Mas o balde de água fria veio cheio dos mesmos erros e limitações e ainda com adicionais como a virose, os deslizes da arbitragem, o nervosismo e as substituições que o Zé se viu obrigado a fazer ou que pouco adiantaram.
A torcida pegou bronca e ensaiou uma vaia para Evander. A meu ver, no momento errado. É de se indignar uma derrota que tenha vindo com uma atuação fraca do time em casa logo na estreia da competição. Mas, vaiar durante o jogo já com a substituições em curso, não vejo no que pode ser útil a não ser para deixar os jogadores mais nervosos.
Quando eu disse que a classificação deveria passar pelo grito da torcida, é porque sabemos das limitações desse time e que jogar junto é essencial. Mas o time também tem que jogar.
Que fique claro aqui que não estou contra a cornetagem, deus me dibre, longe de mim querer impedir a genuína raiva do torcedor com uma equipe que vem apresentando tanta inconstância. Inclusive, acho o final da partida um ótimo momento para mostrar isso.
E, quem sabe, também a insatisfação com o que leva um time como o Vasco da Gama chegar à uma competição tamanho Libertadores sem patrocínio master, com um elenco mediano e ainda sem perspectivas de planejamento ou modernização. Ou, é como dizem os jovens: só vamos.
A derrota significou perder os três pontos que, na teoria, seriam os com menos dificuldade de serem conquistados. Agora, passar a fase de grupos pode se tornar uma epopeia tal qual a que garantiu a classificação.
E é claro que o torcedor estará ali, no clima de glória ou não. E nunca é demais ter em mente, seja a torcida, jogador ou quem quer que seja, o tamanho que tem o Vasco da Gama.

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