Saudações tricolores!
Creio que chegou o momento em que devemos ter AQUELA conversa. Coisas aconteceram, sabem como é. Não, não é sobre asofrida vitória contra o Bragantino agora há pouco. É outra coisa. É algo que não dá pra ficar indiferente. Bem, acho que devemos ter uma "DR" sobre um dos pilares de nosso time, figura carimbada no elenco há oito temporadas: Rodrigo Caio.
Na qualidade de sócio-fundador do CCKLF (Clube de Corneteiros do Kaká e do Luis Fabiano, instituição voltada para...bom, deixemos isso para um outro momento) pergunto: quem aqui nunca duvidou desse sujeito que mais parece ter saído do elenco de Malhação que de Cotia? Quem nunca amaldiçoou seu posicionamento, suas saídas de bola e botes afobados? É, eu também.
A verdade é que Rodrigo Caio, desde sempre, concentrou muita expectativa em torno de seu desempenho desde a base e, até hoje, é cobrado por isso.
Nosso beque subiu como volante. Jogava nas Seleções de base como volante. Parecia ser um bom volante. Um Kaká do setor defensivo. Aí ele estreou em 2011, como volante, logo num Majestoso, que terminou CINCO A ZERO PRA ELES.
Mesmo com esse bizarro cartão de visitas que não poderia ser pior, dali em diante, Rodrigo Caio começou a ser usado, ora na volância, ora na zaga, posição que passou a ocupar permanentemente, desde 2013, por sua própria preferência.
Então, quando chovem críticas dizendo que ele "é/deveria ser volante", é o FIM DA PICADA. Afinal, no time principal, ele cavou sua vaga como ZAGUEIRO, onde quis. E, naquele setor, foi onde ele se destacou ou se fez útil para o São Paulo.
Aquele 5 a 0 da desastrosa estreia é prova suficiente de que, como volante, ele se mostrou um zagueiro viável. Em terra de Antonio Carlos, Lucão, Paulo Miranda, Lúcio, Edson Silva, Rafael Tolói, Aderllan, Maicon e companhia, Rodrigo Caio se fez rei.
Jovem (24 anos, apenas!), flertou com a Europa muitas vezes. Bateu na trave sua ida para o Monaco, para o Atlético de Madrid (reza a lenda, entre divergências contratuais, uma suspeita quanto ao seu joelho), quase parou no Zenit e, agora, dias atrás, recusou a Real Sociedad, pensando no São Paulo e na Copa do Mundo.
Vamos colocar o dedo na ferida: Rodrigo Caio é um jogador superestimado, não joga tanto quanto pintam e não vale essa bolada toda. Não é um zagueiro top de linha, nem um volante moderno. Por isso, lamentamos os muitos milhões de euros que ele poderia nos render.
Mas Rodrigo Caio, esse moleque forjado na má administração que assolou o clube recentemente, pareceu compreender o cenário. Talvez movido por uma lucidez a respeito de suas limitações ou simplesmente por algum sentimento primitivo parecido com AMOR ao clube, Rodrigo Caio começou a se destacar pela personalidade, pela liderança e pela VERGONHA NA CARA.
Se depositávamos em Kaká a esperança pelos títulos que não vieram - e em razão disso nutrimos nosso rancor particular - em Rodrigo Caio acabamos por esperar apenas coração e poucos sustos. Nem sempre correspondido em ambos com a mesma intensidade.
260 jogos depois, Rodrigo Caio trilha o caminho de ser um jogador identificado com o clube, que claramente demonstra garra e paixão pelo São Paulo mas que pode nunca atingir o status de ídolo.
Sob a mira permanente de diversas ressalvas e desconfianças, menos pelas suas limitações e mais pelos títulos que desapareceram desde 2012, ambas sugerem uma certa fraqueza em decisões ou, simplesmente, que há uma zica maldita que deu as caras lá em 2011 e optamos por ignorá-la, provavelmente, pela necessidade de ter alguém em campo que saiba exatamente o que é o São Paulo Futebol Clube e o trate com o devido respeito e dedicação.
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
Creio que chegou o momento em que devemos ter AQUELA conversa. Coisas aconteceram, sabem como é. Não, não é sobre a
Na qualidade de sócio-fundador do CCKLF (Clube de Corneteiros do Kaká e do Luis Fabiano, instituição voltada para...bom, deixemos isso para um outro momento) pergunto: quem aqui nunca duvidou desse sujeito que mais parece ter saído do elenco de Malhação que de Cotia? Quem nunca amaldiçoou seu posicionamento, suas saídas de bola e botes afobados? É, eu também.
A verdade é que Rodrigo Caio, desde sempre, concentrou muita expectativa em torno de seu desempenho desde a base e, até hoje, é cobrado por isso.
Nosso beque subiu como volante. Jogava nas Seleções de base como volante. Parecia ser um bom volante. Um Kaká do setor defensivo. Aí ele estreou em 2011, como volante, logo num Majestoso, que terminou CINCO A ZERO PRA ELES.
Mesmo com esse bizarro cartão de visitas que não poderia ser pior, dali em diante, Rodrigo Caio começou a ser usado, ora na volância, ora na zaga, posição que passou a ocupar permanentemente, desde 2013, por sua própria preferência.
Então, quando chovem críticas dizendo que ele "é/deveria ser volante", é o FIM DA PICADA. Afinal, no time principal, ele cavou sua vaga como ZAGUEIRO, onde quis. E, naquele setor, foi onde ele se destacou ou se fez útil para o São Paulo.
Aquele 5 a 0 da desastrosa estreia é prova suficiente de que, como volante, ele se mostrou um zagueiro viável. Em terra de Antonio Carlos, Lucão, Paulo Miranda, Lúcio, Edson Silva, Rafael Tolói, Aderllan, Maicon e companhia, Rodrigo Caio se fez rei.
Jovem (24 anos, apenas!), flertou com a Europa muitas vezes. Bateu na trave sua ida para o Monaco, para o Atlético de Madrid (reza a lenda, entre divergências contratuais, uma suspeita quanto ao seu joelho), quase parou no Zenit e, agora, dias atrás, recusou a Real Sociedad, pensando no São Paulo e na Copa do Mundo.
Vamos colocar o dedo na ferida: Rodrigo Caio é um jogador superestimado, não joga tanto quanto pintam e não vale essa bolada toda. Não é um zagueiro top de linha, nem um volante moderno. Por isso, lamentamos os muitos milhões de euros que ele poderia nos render.
Mas Rodrigo Caio, esse moleque forjado na má administração que assolou o clube recentemente, pareceu compreender o cenário. Talvez movido por uma lucidez a respeito de suas limitações ou simplesmente por algum sentimento primitivo parecido com AMOR ao clube, Rodrigo Caio começou a se destacar pela personalidade, pela liderança e pela VERGONHA NA CARA.
Se depositávamos em Kaká a esperança pelos títulos que não vieram - e em razão disso nutrimos nosso rancor particular - em Rodrigo Caio acabamos por esperar apenas coração e poucos sustos. Nem sempre correspondido em ambos com a mesma intensidade.
260 jogos depois, Rodrigo Caio trilha o caminho de ser um jogador identificado com o clube, que claramente demonstra garra e paixão pelo São Paulo mas que pode nunca atingir o status de ídolo.
Sob a mira permanente de diversas ressalvas e desconfianças, menos pelas suas limitações e mais pelos títulos que desapareceram desde 2012, ambas sugerem uma certa fraqueza em decisões ou, simplesmente, que há uma zica maldita que deu as caras lá em 2011 e optamos por ignorá-la, provavelmente, pela necessidade de ter alguém em campo que saiba exatamente o que é o São Paulo Futebol Clube e o trate com o devido respeito e dedicação.
Sempre a cornetar,
Gabriel Casaqui
Tá muito corneta, dodói. É o melhor zagueiro que tivemos nos últimos tempos e o único que realmente segura a bronca da merda que é esse time graças a essa diretoria escrota.
ResponderExcluir